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Papa Francisco vai ao Egito apesar do risco


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Papa Francisco vai ao Egito apesar do risco

É sob o lema: “O Papa da Paz no Egito da Paz” que se realiza a visita do Papa Francisco ao Egito. É uma visita histórica que gera tanto de espetativas como de apreensão, por causa do clima de tensão interreligioso e dos atentados à igrejas cristãs no país.

Francisco vai estar no Egito nos dias 28 e 29 de abril e tem encontros previstos com a minoria copta, uma comunidade de 0,28% da população egípcia; com o líder da “Igreja Copta Ortodoxa”:http://actualidadereligiosa.blogspot.fr/2011/10/quem-sao-os-coptas.html#.WQDE-DHGDBA,Tawadros II e com o sheik Ahmed al-Tayeb, grande imã de Al Azhar, o maior centro de estudos sunita do mundo.

Já esta semana, o Papa declarava: “Espero que a viagem possa oferecer uma contribuição válida para o diálogo interreligioso com o mundo islâmico e para o diálogo ecuménico com a venerada e amada Igreja Copta Ortodoxa. O Nosso mundo, dilacerado pela violência cega,- que também afligiu o coração da vossa querida terra – precisa de paz, amor e misericórdia”

Confortar os cristão perseguidos no Egito, mas também e sobretudo estreitar relações com o centro al Azhar, que tem 1000 anos de história na promoção do Islão. O Sumo Pontífice da Igreja Católica romana está convencido que o diálogo entre muçulmanos e católicos é agora mais importante do que nunca. Uma visão que está longe de ser partilhada por todo o mundo católico. Os mais conservadores rejeitam o diálogo com o mundo islâmico.

Mas a visita vai mais além. Francisco vai também encontrar-se com o presidente  Abdel Fattah al-Sisi. Um encontro no qual o chefe da Igreja deverá abordar a questão dos direitos humanos. O Vaticano não confirma nem desmente esta intenção do Papa, mas refere que “o Santo Padre já teve viagens mais delicadas do que esta”.

Mais delicadas diplomaticamente é possível, mas em termos de segurança, estas 17 horas no Cairo vão ser de alta tensão. O terreno é arriscado, mas o Papa Francisco diz não ter medo e pediu mesmo para se deslocar num carro normal, sem segurança, para poder estar mais próximo das pessoas.

O porta-voz do Vaticano, Greg Burke, afirmou em conferência de imprensa: “O Papa quer dar sinais positivos. Está sereno, não é ingénuo, conhece a situação no Egito, sabe o que tem acontecido com os coptas nos últimos anos, particularmente durante o Domingo de Ramos, mas quer dar também um sinal positivo”.