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Justiça francesa rejeita extradição para a Sérvia de suspeito de crimes de guerra


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Justiça francesa rejeita extradição para a Sérvia de suspeito de crimes de guerra

A justiça francesa rejeita extraditar para a Sérvia o antigo primeiro-ministro do Kosovo. Alvo de um mandado de captura internacional, emitido por Belgrado, Ramush Haradinaj, de 48 anos, foi detido pela polícia à chegada a França a 04 de janeiro, no aeroporto de Bâle-Mulhouse, .

A justiça sérvia pretende julgar Haradinaj como antigo responsável do Exército de Libertação do Kosovo, um movimento separatista albanês, por suspeitas de crimes de guerra contra civis no final da década de 90.

A extradição tinha um parecer favorável do ministério público francês, organismo que dispõe agora de cinco dias para recorrer da decisão do tribunal.

A “guerra do Kosovo” causou 13.000 mortos e conduziu à secessão desta região, através de um “protetorado internacional”, e à posterior independência unilateral em 2008.

Opositor da aproximação de Pristina a Belgrado

Primeiro-ministro durante um curto período entre 2004 e 2005, Ramush Haradinaj foi absolvido pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPIJ).

A decisão da justiça francesa permite a Ramush Haradinaj, atualmente líder da Aliança para o futuro do Kosovo (AAK), um partido da oposição ao Presidente Hashim Thaçi, ficar livre para regressar ao seu país.

Apoiada pela Rússia, a Sérvia não reconhece a independência do Kosovo, mas em 2013, sob a égide da UE, foi concluído um acordo de normalização das relações entre Belgrado e Pristina.

Ramush Haradinaj tem manifestado oposição a esta “normalização de relações”, desejada por Hashim Thaçi, antigo companheiro de armas e atual Presidente.

A “guerra do Kosovo” teve como desfecho a separação desta antiga província do sul da Sérvia, com larga maioria de população albanesa, após uma campanha de bombardeamentos aéreos da NATO contra o país balcânico.

O Kosovo declarou a independência em 2008 e é atualmente reconhecido por 110 países representados na ONU (57%).

A Sérvia, Rússia, China, Índia, Brasil, entre outros, incluindo cinco Estados-membros da UE (Espanha, Roménia, Grécia, Eslováquia e Chipre), recusaram legitimar a independência kosovar.

Texto com parte produzida pela agência Lusa

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