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Venezuela anuncia saída da Organização de Estados Americanos enquanto protestos continuam nas ruas.

Novos confrontos entre a oposição e a polícia venezuelana registaram-se, quarta-feira, em Caracas.

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Venezuela anuncia saída da Organização de Estados Americanos enquanto protestos continuam nas ruas.

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Novos confrontos entre a oposição e a polícia venezuelana registaram-se, quarta-feira, em Caracas.

As autoridades confirmaram a morte de mais uma pessoa, elevando para 27 o número de mortos nos protestos contra o Governo, desde o início de abril.

Entretanto, a ministra venezuelana de Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, anunciou que, a partir desta quinta-feira, a Venezuela iniciará a saída oficial da Organização de Estados Americanos (OEA).

Segundo a ministra, há um grupo de países da OEA que pretende prejudicar o Presidente Nicolás Maduro e a revolução bolivariana.

“São ações dirigidas por um grupo de países mercenários da política para restringir o direito ao futuro, do povo da Venezuela, o direito a viver tranquilamente”, frisou.

O anúncio da retirada da Venezuela surge após a OEA aprovar a convocação de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros para analisar a crise política na Venezuela.

Ao finalizar a votação da convocação da reunião, o embaixador permanente da Venezuela na OEA, Samuel Moncada, condenou a realização da reunião extraordinária, para debater sobre assuntos internos venezuelanos, sublinhando que Caracas não aceitará uma “tutelagem” de nenhum organismo.

Em Caracas, no encerramento de uma marcha de apoio ao Governo, quarta-feira, o Presidente Nicolás Maduro apelou à paz.: “esta gente da oposição não quer a paz. Eles estão num beco sem saída. Querem arrastar-nos todos por essa ribanceira. A direita quer levar toda a Venezuela para o seu caminho de violência e ódio. E nós, vamos com eles? (A multidão grita, “Não!”)

A censura sentida sob o governo de Maduro levou a ONU e a Comissão Inter-americana de Direitos Humanos (CIDH) a emitirem, quarta-feira, um comunicado conjunto condenando a censura oficial, o bloqueio de espaços informativos, a detenção e ataques a jornalistas na Venezuela.

“Exortamos o Governo da Venezuela a libertar de imediato todos os detidos por exercerem o jornalismo e os seus direitos de opinião e expressão”, explica o comunicado, que dá conta de que pelo menos 12 jornalistas terão sido detidos pelas autoridades venezuelanas.