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Cancelar processo de adesão da Turquia à UE sem consenso


A redação de Bruxelas

Cancelar processo de adesão da Turquia à UE sem consenso

A Alemanha, entre outros países, rejeitou a ideia de cancelar a candidatura da Turquia à União Europeia, mesmo depois do Presidente Recep Tayyip Erdogan ter ganho o referendo de 16 de abril para aumentar os seus poderes.

O tema foi debatido na reunião informal dos chefes da diplomacia europeia, sexta-feira, em Malta.

O comissário europeu para o Alargamento, Johannes Hahn, disse que “a situação atual não é sustentável e é, de alguma forma, frustrante para ambos os lados”.

“Mas há muitas áreas onde precisamos de uma cooperação amigável e produtiva, pelo que temos de analisar em conjunto com nossos colegas turcos como é que poderemos melhorar a situação”, acrescentou Hahn.

Contudo, a abertura de um processo negocial de outra natureza é defendida oficialmente pelo Parlamento Europeu.

A eurodeputada socialista holandesa, Kati Piri, afirmou à euronews que “há milhões de turcos, tal como vimos na semana passada, com o resultado do referendo, que acreditam nos mesmos valores europeus, que querem a União Europeia como âncora para as suas reformas”.

“A União Europeia deve ser clara: dizer ao Governo que a situação é inaceitável e suspender as negociações de adesão. Falar sobre a integração não é credível. Mas, também, temos que deixar claro junto da população turca que estamos prontos a apoiar aqueles que querem reformas democráticas”, acrescentou Piri.

O Presidente turco vai voltar a liderar o partido no poder na próxima semana, como consequência da reforma constitucional.

Erdogan disse, esta sexta-feira, que “a porta continua aberta” para negociar com a União Europeia.