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#LigaPortuguesa J31: Jonas mantém FC Porto à distância, Bas Dost "x3"


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#LigaPortuguesa J31: Jonas mantém FC Porto à distância, Bas Dost "x3"

  • Benfica e FC Porto vencem e mantêm suspense sobre decisão do título a três jornadas do fim do campeonato;
  • Sporting foi a Braga vencer e reforçar a candidatura de Bas Dost ao título de melhor goleador da Europa;
  • Nacional afunda-se como “lanterna vermelha”.


Nesta 31.a jornada, a jogar em casa diante do Estoril, as “águias” voltaram a mostrar pouco futebol e a depender da inspiração de um dos avançados — neste caso, de Jonas — para assegurarem os três pontos. Os “dragões” fizeram pela vida em Chaves e mantém a pressão sobre o líder.

Começamos o resumo da ronda pela Luz. A equipa de Rui Vitória apresentou-se sábado, diante do Estoril, com o argentino Franco Cervi de regresso ao “11”. Tal como o brasileiro Jonas, após ausência por castigo em Alvalade.

O Benfica revelou as dificuldades de construção do costume, com o Estoril a “fechar” as laterais e a forçar o anfitrião a lançamentos de longe em busca dos avançados. Até aos 28 minutos.


Licá não leu bem um lance defensivo, foi surpreendido e acabou por derrubar Nélson Semedo na grande área. Penálti concretizado por Jonas.

O Estoril apenas acordou após o intervalo e, aí, proporcionou o melhor período de futebol que se viu nesta partida. Duas bolas na barra, várias boas intervenções de Ederson e o golo do empate, por Kléber, aos 60 minutos, aproveitando as fragilidades defensivas do miolo benfiquista.

Sol de pouca dura para os “canarinhos”. Pouco depois, em momento de inspiração de Jonas, o brasileiro disparou um “míssil” indefensável para o ex-benfiquista José Moreira.


Os visitantes sentiram o golo e perderam fulgor. As “águias” retomaram a confiança e, em contra-ataque, ficaram perto do terceiro. Não foi preciso.

O triunfo foi assegurado e a liderança mantinha-se forte.


O “mestre” André André

Em Chaves, o FC Porto entrou em campo já a saber do triunfo do Benfica. Vencer era obrigatório para manter acesa a “chama do dragão”. Não foi fácil. Sobretudo, pela exibição de António Filipe, o guarda-redes flaviense.

Rúben Neves, Corona e Otávio foram titulares na equipa de Nuno Espírito Santo. Ricardo Soares apresentou a equipa habitual que tem feito sensação no campeonato e o jogo evoluiu com equilíbrio até à meia hora.

Um forte remate de Soares à figura de António Filipe fez o jogo balançar para o lado azul e branco. O guarda-redes ainda viria a brilhar mais vezes até ao intervalo, nomeadamente em dois livres de Rúben Neves.


Aos 52 minutos, um remate forte de André André foi defendido em dificuldade por António Filipe e Soares, rápido na recarga, abriu o marcador.

Os treinadores tentaram mexer com o jogo. O FC Porto manteve o controlo e, aos 72 minutos, chegou ao 0-2, com André André a romper pela linha defensiva do Chaves e a corresponder com eficácia ao passe em profundidade de Otávio.


Até final, registo apenas para o vermelho direto mostrado a Maxi Pereira, no último minuto, por entrada dura sobre Davidson. O triunfo mantém o FC Porto a três pontos do Benfica. O Chaves somou o quarto jogo sem ganhar e caiu para o 10.° lugar.



O “holandês matador”

O Sporting de Braga estreou Abel Ferreira como treinador na receção ao Sporting. O treinador já havia estado no banco, como interino, e com um triunfo em Alvalade. Desta vez, a história foi diferente.

Jorge Jesus manteve a aposta numa equipa a “gasóleo”, mantendo Podence no banco e o ataque dependente de Gelson Martins. Logo aos 13 minutos, viu-se a perder e sem capacidade de furar a defesa arsenalista, à exceção dos já bem conhecidos raides de Gelson.


Com a defesa “leonina” a ver, Ricardo Horta fugiu a Gelson e aproveitou a recarga a um remate à barra de Rui Fonte para abrir o marcador.

À meia hora, Alan Ruiz lesionou-se sozinho num joelho (acabou a época para o argentino) e foi substituído por Daniel Podence.


O Sporting ganhou velocidade nas transições e logo aos 31 minutos o pequeno avançado sofreu falta para penálti, mas Adrien atirou ao lado.

Sobre o intervalo, Stojiljkovic marcou, mas estava em fora de jogo.


Aos 50 minutos, Gelson foi derrubado quando fugia a Goiano e caiu já na área. Novo penálti. Desta vez, para Bas Dost, que não falhou.


Aos 76 minutos, Marvin Zeegelaar ganha a bola a Baiana e cruza para o compatriota, Bas Dost, conseguir a reviravolta no marcador. O Braga respondeu de pronto, com Pedro Santos a assistir ara o 2-2 de Rui Fonte.

O Sporting conseguiu o triunfo num lance pela direita, aos 86 minutos: cruzamento de Schelotto e o “holandês matador” assinou o “hat-trick”. Bas Dost chega aos 31 golos e está a dois do líder da “corrida” à Bota de Ouro europeia, Lionel Messi, do Barcelona.


Com nove pontos ainda em disputa, os “leões” estão a cinco do acesso direto à Liga dos Campeões (segundo lugar) e a um ponto de garantir matematicamente o terceiro lugar. Os “guerreiros” do Minho somaram o terceiro jogo sem ganhar e afastaram-se do quarto.


Guimarães soma e segue

O duelo de “vitórias” abriu a jornada, sexta-feira, no Bonfim. O de Setúbal até entrou melhor na partida, mas o de Guimarnaes foi ganhando confiança com o passar do tempo e na segunda parte deu início à marcha do marcador.

A culminar um rápido contra-ataque, Hernâni fez o 01, aos 65 minutos. Rapinha fixou o 0-2 final sobre os “90”. O triunfo permite aos “conquistadores”, de Pedro Martins, dilatarem para oito os pontos de vantagem em relação ao Braga.

Os sadinos sofreram a terceira derrota consecutiva e foram alcançados pelo Paços de Ferreira.

Os “castores” fecharam a ronda, segunda-feira à noite, no Restelo e com um triunfo tirado da cartola de Vasco Rocha. Na esteia de Domingos em casa como treinador, o Belenenses até entrou a mandar no jogo, mas apenas chegou ao golo, por Maurides, aos 50 minutos.

O Paços empatou aos 69, de grande penalidade, por Luis Phellype. À beira dos “90”, Vasco Rocha desenhou um “slalom” pela área do Belém e confirmou a reviravolta. O Belenenses sofreu a sétima derrota consecutiva, a segunda sob o comando de Domingos, e a seguir visita Alvalade.

Na luta pela manutenção, o Nacional deu um enorme tropeção em casa. Depois de uma primeira parte em que os insulares andaram mais perto do golo, a abrir a segunda parte, o Rio Ave adiantou-se por Tarantini.

Os alvinegros continuaram sem atinar com a baliza e, aos 74, Krovinovic selou o 0-2 final. O Nacional mantém-se “lanterna vermelha” do campeonato. Os vila-condenses ficam a seis pontos dos lugares dos europeus.

Aflito continua também o Tondela. No Bessa, a equipa de Pepa voltou a mostrar alguma qualidade, mas não a suficiente. Aos 65 minutos, Iuri Medeiros concluiu uma fantástica jogada coletiva e deu ao Boavista os três pontos, que permitiram às “panteras” subir ao nono lugar.

O Tondela mantém-se abaixo da linha de água, a très pontos do Moreirense.

Os “cónegos” deslocaram-se a Arouca, estiveram a perder 2-0, mas conseguiram empatar. Aos golos de Tomané e Crivellaro, ainda na primeira parte, responde Boateng com um bis aos 47 e 57 minutos.

O Marítimo, por fim, perdeu uma excelente oportunidade de se aproximar do quinto lugar. Em Santa Maria da Feira, Karamanos abriu o marcador aos 11 minutos, num lance controverso, mas finalizado com classe.

Um autogolo de Flávio, aos 25, valeu o empate aos “leões” do Funchal. À meia hora, de penálti, Tiago Silva fixou o 2-1 final para o Feirense, que subiu ao oitavo lugar.

Na próxima jornada, o Marítimo recebe o FC Porto e terá, dizem, seis milhões extra de adeptos.

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