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#Presidenciais2017: Macron e Marine deixam avisos ao eleitorado

O centrista lidera as sondagens e considera que a vitória da rival será uma viagem sem regresso; a nacionalista defende que o adversário será uma extrensão de François Hollande.

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#Presidenciais2017: Macron e Marine deixam avisos ao eleitorado

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A seis dias das Presidenciais em França, os dois candidatos ainda na corrida, Emmanuel Macron e Marine Le Pen, estiveram em campanha na zona de Paris neste primeiro dia de maio, Dia do Trabalhador para muitos franceses, dia de celebrar o nacionalismo junto a Joana d’Arc para a extrema-direita.

Emmanuel Macron esteve em La Villette e lançou sérios avisos contra uma eventual vitória da rival. Antigo ministro da economia no executivo de Manuel Valls, o centrista considera a proposta da “candidata da Frente Nacional um bilhete de ida sem regresso”.

“Se ela vencer, teremos de sair da União Europeia, deixar o Euro, teremos de desvalorizar a nossa moeda, fechar as fronteiras, abandonar as alianças e arruinar o crédito do país. Não sairemos ilesos”, avisou Emmanuel Macron.

Ainda bem atrás nas sondagens para esta segunda volta das presidenciais, marcada para domingo, 7 de maio, Marine Le Pen parece apostada em colar o rival à imagem desgastada do Presidente cessante para tentar seduzir mais eleitores.

“O senhor Macron, eu digo-vos, é um candidato decadente. Desde dezembro, os franceses pensavam ter-se visto livre de François Hollande, este presidente tão detestado pelos franceses, que falhou à França e jamais presidiu para o povo”, disse a ultranacionalista, acrescentando, de forma figurada, ver “Hollande sair pela porta e a voltar a entrar pela janela” através do adversário.

Marine Le Pen recordou que Macron “adotou o lema ‘Juntos pela França’” e atirou que o centrista “seria mais honesto se dissesse ‘ Juntos, os da alta Finança’”, em alusão à proximidade do rival com o setor da banca.

A candidata da extrema-direita recebeu, entretanto, o apoio do pai. Na habitual homenagem nacionalista a Joana d’Arc realizada pela extrema-direita no primeiro dia de maio, Jean-Marie Le Pen colocou de lado o atrito que mantém com a filha, atacou Macron e apelou ao voto em Marine.