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Merkel riposta a escândalo da extrema-direita infiltrada no exército


Alemanha

Merkel riposta a escândalo da extrema-direita infiltrada no exército

O exército alemão abre uma nova frente de batalha, contra a infiltração dos meios de extrema-direita nas suas fileiras.

A chanceler Angela Merkel declarou esta quarta-feira o seu apoio total à ministra da Defesa, na investigação a mais de 280 casos de presumíveis extremistas no exército.

Ursula von der Leyen, anulou uma visita aos EUA para acelerar o inquérito a um militar, detido na semana passada, suspeito de preparar um atentado, sob a identidade falsa de um refugiado sírio.

Segundo a imprensa alemã, o exército teria sido alertado há três anos para as posições ultranacionalistas e xenófobas do tenente de 28 anos.

Na sua tese de mestrado, em 2014, o suspeito, identificado como Franco A., teria defendido ideais racistas, chegando a referir um alegado “genocídio” da população europeia por parte dos imigrantes.

“O caso particular deste soldado, o seu comportamento, os seus ideais, é preciso deixar claro que não são toleráveis. Os sinais de alerta deveriam ter sido ouvidos antes, para evitar que este homem pudesse evoluir na hierarquia do exército alemão”, afirmou Ursula von der Leyen..

Depois de deslocar-se aos arredores de Estrasburgo, à base militar onde se encontra detido o suspeito, a ministra convocou para amanhã a cúpula do exército para uma reunião de emergência.

A investigação a Franco A. tenta agora apurar se o homem agiu sozinho, quando, segundo algumas fontes, poderia ter beneficiado da cumplicidade de colegas.

Segundo o ministério da Defesa alemão, os serviços secretos investigam atualmente 280 casos de militares suspeitos de ligações à extrema-direita. Um inquérito que teria levado já à expulsão de dezoito soldados nos últimos cinco anos.

Em paralelo, o ministério do Interior alemão está a investigar como Franco A. conseguiu registar-se como refugiado sírio, beneficiando de alojamento e ajudas sociais, ao mesmo tempo que estava destacado no quartel militar em França.