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A trama contra Emmanuel Macron


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A trama contra Emmanuel Macron

Em França, a poucos minutos antes do final da campanha oficial na sexta-feira à meia-noite, uma série de documentos internos da equipa de campanha Emmanuel Macron foram amplamente difundidos nas redes sociais, entre os quais correspondência de domínio privado do candidato, troca de e-mails e registos de contabilidade do movimento.

https://twitter.com/cnccep/status/860636738116608005”>5 mai 2017

Estes arquivos foram publicados através de um link de transmissão pelo site Wikileaks e abundantemente retransmitidos pelos activista de extrema-direita no Twitter.

Os responsáveis da WikiLeaks, no entanto, desmentiram estar na origem desta campanha que ficou conhecida como “MacronLeaks”.

Imediatamente, a equipa do candidato denunciou a “pirataria massiva e a ação coordenada”, vendo-a como uma “operação de desestabilização” na véspera do segundo turno. “Os arquivos foram obtidos há algumas semanas com a pirataria de caixas de correio pessoais de profissionais e de vários líderes do “En Marche!” lê-se num comunicado, acrescentando que os documentos são todos “legais e refletem o funcionamento normal de uma campanha presidencial.” https://en-marche.fr/article/communique-presse-piratage

Entretanto advertiram que o material publicado mistura a informação falsificada com originais genuínos.

Os media franceses estão obrigados a um período de reserva em vigor para todo o fim de semana antes da votação de domingo, pelo que ainda não abordaram a notícia. O órgão responsável pela implementação das regras advertiu que discutir o conteúdo das supostas fugas poderia ser um crime punível com prisão.

A pedido da equipa do candidato visado, a comissão responsável pela supervisão da campanha eleitoral emitiu uma declaração apelando a “todos os internautas, principalmente aos meios de comunicação social, mas igualmente ao público em geral para mostrar responsabilidade e não partilharem esse material para não comprometer a integridade da votação”.

Sábado à tarde tarde, o chefe de Estado, FrançoisHollande garantiu que nada ficará sem resposta. “Nós sabíamos que haveria esse risco durante a campanha presidencial, uma vez que tinha acontecido em outros lugares (…) Se realmente houve um número de interferências ou gravações, haverá procedimentos com vista a sanções “, disse Hollande, à margem de uma visita ao Instituto do mundo árabe com o Rei de Marrocos Mohamed VI.

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