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Emmanuel Macron: O triunfo da modernidade

Emmanuel Jean-Michel Fréderic Macron nasceu a 21 de dezembro de 1977, em Amiens.

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Emmanuel Macron: O triunfo da modernidade

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Emmanuel Jean-Michel Fréderic Macron nasceu a 21 de dezembro de 1977, em Amiens. Diplomou-se na famosa ENA, a Escola Nacional da Administração, em 2008 e iniciou a sua carreira profissional como sócio-gerente do banco de investimentos Rothschild. Casou-se em 2007 com a sua ex-professora de francês, mais velha 24 anos do que ele.

Dois anos depois de François Hollande ter chegado ao Eliseu, o jovem banqueiro foi nomeado ministro da Economia, da Indústria e do Digital. A sua passagem pelo governo não é de boa memória para os trabalhadores franceses. A chamada “Lei Macron” também designada “Lei para o crescimento, a atividade e igualdade de oportunidades económicas”, fez sair à rua milhares de pessoas em protesto e, depois de numerosas emendas, viria a ser aprovada como Lei El Khomri, do nome da ministra que o sucedeu.

Em desacordo com Hollande, Macron lança em abril de 2016, o novo movimento político “Em Marcha”, que se define “nem de esquerda, nem de direita” e, em agosto, abandona o governo.

O candidato centrista – o mais jovem de todos os candidatos que a França conheceu – posiciona-se como europeísta e com um projeto de reformas para o país com o objetivo de incentivar o trabalho, a inovação e proteger os indivíduos. Macron defende uma França aberta ao mundo e fiel aos seus valores.

Na primeira volta, os eleitores exprimiram massivamente a rejeição do sistema e o jovem que quer reconciliar a França foi o mais votado. Os apoios chegaram de todos os quadrantes políticos. Na noite da vitória afirmava: “Quero tornar-me no vosso presidente… o presidente de todo o povo de França. O presidente dos patriotas contra a ameaça dos nacionalistas”.

Visionário, Emmanuel Macron soube aproveitar a vaga crescente na opinião pública, e a abertura dos media ao seu projeto. Todas as sondagens lhe davam a vitória nesta segunda volta. Mas, para cumprir o que prometeu aos franceses, Macron precisa de uma maioria parlamentar nas eleições de meados de junho e isso está longe de estar garantido.Apenas o tempo de celebrar a vitória e vai ser preciso pôr-se de novo “Em Marcha.