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Marine Le Pen: a candidata da extrema-direita rejeitada pelos franceses


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Marine Le Pen: a candidata da extrema-direita rejeitada pelos franceses

O Front National – Frente Nacional – (FN)fundada por Jean-Marie le Pen em 1972 era, nos anos 70, um pequeno partido marginal. Durante várias décadas não atingiu mesmo os 5% necessários para garantir um grupo parlamentar na assembleia nacional.

Mais do que Jean-Marie de Le Pen, foi a herdeira que fez chegar o partido à primeira linha da política em França. A filha de Jean-Marie Le Pen, Marion Anne Perrine, conhecida como Marine Le Pen, tem 48 anos. Foi na sombra do pai que esta antiga advogada cresceu nas fileiras do partido e foi com o “parricida político” que se impôs.

Ascendeu à presidência em 2011, na sequência do voto dos militantes. Uma vitória expressiva de mais de 67% dos escrutínios. Na eleição presidencial de 2012 ficou na terceira posição, com 17,9% dos votos, o melhor resultado eleitoral de sempre de um candidato da extrema-direita.

Nos seis anos que leva na liderança, Marine tem feito tudo para suavizar a imagem do partido. A sigla do FN foi desaparecendo dos suportes das campanhas e a retórica foi evoluindo à medida que se aproximava de um resultado presidenciável.

Na vaga do populismo europeu, Le Pen porta o estandarte anti-globalização, anti-Europa e anti-imigração. Quer que a França retome a soberania monetária, territorial e institucional para relançar o crescimento económico e garantir a segurança aos franceses. Mas o seu discurso sobre estas temáticas tornou-se mais flexível na campanha para a segunda volta da eleição.

Rodeada de uma equipa jovem e dinâmica, Marine conseguiu captar a atenção do eleitorado através das redes sociais e desmultiplicou-se em entrevistas na televisão, onde denunciou a instrumentalização do sistema mediático contra a sua candidatura. Nunca escondeu a desconsideração que nutre pela classe jornalística.

Uma campanha bem orquestrada, que nem os sucessivos escândalos fizeram vacilar. Está sob investigação por causa dos alegados empregos fictícios pagos com as subvenções do Parlamento Europeu e também por alegado financiamento ilegal da campanha eleitoral e o seu património foi passado a pente fino pelo sistema fiscal.

A candidata derrotada por um inesperado Emmanuel Macron prometeu continuar a sua luta política nos próximos anos. E não tem tempo a perder. A próxima batalha é já em meados de junho nas eleições legislativas.

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