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A Europa e o mundo reagem à vitória de Emmanuel Macron


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A Europa e o mundo reagem à vitória de Emmanuel Macron

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Com AFP e Reuters

A vitória do liberal centrista Emmanuel Macron, do movimento En Marche!, nas eleições presidenciais francesas de 7 de maio, já mereceu a reação dos principais líderes europeus e mundiais, de Berlim a Washingron, passando por Moscovo.

Para a chanceler Federal alemã, Angela Merkel, a vitória de Emmanuel Macron traduz-se num renovar da esperança “para milhões de franceses e para muitas pessoas na Alemanha e na Europa.”


“Emmanuel Macron levou a cabo uma corajosa campanha pró-europa, defenda a abertura ao mundo e é, sem dúvida, pela economia social de mercado”, disse a chanceler alemã.

As declarações de Merkel tiveram lugar dia oito de maio, feriado nacional em França. O país comemora a vitória sobre os nazis, em 1945. Angela Merkel recordou que ambos países desenvolveram, desde então, uma amizade “sólida” que se tornou fundamental “para a política alemã.”

Merkel recordou ainda que Alemanha e França partilham um destino comum e que ambos países tentam aproximar os seus pontos de vista “sempre que lhes é possível.”

A primeira-ministra britânica, Theresa May, felicitou o candidato liberal centrista.

May disse que a vitória de Emmanuel Macron lhe garantiu um mandato forte antes do início das negociações relativas à saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit.


A primeira-ministra do Reino Unido recordou que a verdade é que ela “também precisa de um mandato forte”, face ao processo negocial, referindo-se às eleições legislativas antecipadas, convocadas para junho próximo.

E se a chefe do Governo britânico felicitou Macron, os partidários do Brexit receberam com maus olhos o resultado das presidenciais francesas.

Nigel Farage, do partido UKIP (populista, nacionalista, anti-UE) disse que a eleição de Macron era um “enorme engano”, já que o novo presidente será uma “marioneta de Juncker” – o presidente da Comissão Europeia.

Já a campanha Leave.EU, uma das grandes plataformas de promoção do Brexit, enviou as condolências a França através da rede social Twitter e comparou o resultado das eleições à derrota da França pela Alemanha em 1940.


Nos Estados Unidos, Donald Trump, congratulou a vitória de Emmanuel Macron, que descreveu como “grande”. O presidente dos EUA disse ainda que estava “ansioso por trabalhar com o novo presidente francês.

A reação de Trump, conciliadora e formal, contrasta com anteriores declarações do presidente dos Estados Unidos. Trump referiu-se à candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, como “a mais forte” nas eleições presidenciais francesas.


Finalmente, na Federação Russa, o presidente Vladimir Putin adotou também uma postura de aproximação ao recentemente eleito presidente francês.

Num comunicado, o Kremlin, referiu-se à necessidade de que Paris e Moscovo encontrassem objetivos comuns no que foi descrito como “tempos difíceis para a Europa”, fazendo referência ao “terrorismo” e aos “conflitos regionais”.

No comunicado, é também referida a vontade do presidente Putin em “trabalhar em conjunto com Macron” de uma forma construtiva” para uma agenda bilateral, regional e global.

A recente visita oficial de Marine Le Pen a Moscovo e o seu encontro com Putin não passou despercebida nos media europeus.


Na altura, Le Pen disse que era importante uma reaproximação entre os dois países. A imprensa francesa, no entanto, falou, mais do que uma vez, na existência de algo mais do que uma aproximação, mencionando a existência de financiamentos ao partido Frente Nacional com origem em bancos russos.

O presidente Putin disse então que Moscovo não tinha a intenção de influenciar o processo eleitoral francês.

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