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Eurovisão: o tom europeu do 62° Festival


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Eurovisão: o tom europeu do 62° Festival

A passadeira vermelha já foi pisada em Kiev, Ucrânia, para a sexagésima segunda edição do festival Eurovisão da Canção, onde o sul da Europa quer retomar o protagonismo de há 12 anos, quando a Grécia ganhou.

Do Montenegro chega a “drag queen do país”, como se define o participante nacional, Slavko Kalezic. Num país conservador, a polémica gira à volta da participação do fã de Conchita Wurst, vencedora em 2014.

“A Conchita gosta realmente de tudo o que fiz para a Eurovisão, por isso é um grande elogio. Trouxemos arte para a Eurovisão e isso é que importa, porque o tema deste ano é celebrar a diversidade e creio estar preparado… Há uma grande diferença entre a Conchita e eu, mas eu sou um ator profissional, esta é a minha personagem”, vai dizendo Kalezic.

Mesmo com prognósticos para a canção espanhola longe da vitória, a Roménia volta a concorrer e a canção de Portugal parece colher simpatia.

Italywillperformin the first halfof the #ESC2017 Grand Final! 🇮🇹 frankgabbani</a> <a href="https://t.co/kNADUqPWQT">pic.twitter.com/kNADUqPWQT</a></p>&mdash; Eurovision (Eurovision) 7 mai 2017

Itália congregou um favoritismo de peso, com Francesco Gabbani, que diz não saber ao certo qual a razão para isso: “Não sei, talvez Occidentali´s Karma seja uma boa canção. Dou toda a minha espontaneidade quando canto e danço… ou talvez seja o meu sorriso.”

De origem russa e apenas com 17 anos, o concorrente búlgaro mantém a descontração num ano em que a Ucrânia impediu a entrada no território à representação da Rússia e a organização da Eurovisão ameaça Kiev com sanções na próxima edição.

“Tenho mais energia do que os outros, de certeza e, sei lá, sou o concorrente mais relaxado, de certeza absoluta. Não tenho medo de nada, estou apenas a aproveitar tudo, a sentir-me feliz com isto”, afirma Kristian Kostov, a um passo da maioridade e de um lugar na história do Festival.

As semi finais são terça e quinta feira, com a final no Sábado, 13 de maio.

É a Europa a dar o tom na música de um concurso que visa promover identidade e cultura nacionais face ao resto do mundo.