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Votos em branco e nulos pesaram nas eleições francesas


França

Votos em branco e nulos pesaram nas eleições francesas

Os votos em branco e nulos atingiram números recorde nesta segunda volta das eleições presidenciais francesas que terminaram com a entrada de Emmanuel Macron para o discurso de aceitação dos resultados ao som da Ode à Alegria, de Beethoven, hino escolhido por e para a União Europeia, depois de deixar derrotada a candidata eurocéptica Marine Le Pen.

O movimento “En Marche!” – agora “La Repúblique En Marche!” – teve mais de 20,5 milhões de votos correspondentes a 66,10% e Marine Le Pen teve um pouco menos de metade, com cerca de 10,644,118 votos que equivalem a 33,90%.

Com uma terceira oponente de peso, a abstenção (mais de 12 milhões de franceses escolheram abstrair-se da escolha presidencial, ou seja, 25,44% dos eleitores), os votos nulos e em branco são o quarto candidato destas eleições.
Um candidato inexistente a priori, mas bem expresso: quatro milhões, sessenta e nove mil, duzentos e cinquenta e seis votos. Mais de 11 por cento dos boletins de voto elegeram o vazio, gracejaram ou expressaram de outras formas que não com uma cruz aquilo que, enquanto cidadãos franceses, lhes aprouve dizer sobre as presidenciais de 2017.

Em 2012, os brancos e nulos ficaram-se pelos 5,8% na segunda volta e em 2007 Nicolas Sarkozy e Ségolène Royal colheram 4,2% de boletins inválidos.

Aqui ficam alguns dos exemplos mais recentes, orgulhosamente registados à saída das urnas de voto.