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Venezuela sob pressão e Maduro a responsabilizar líder da oposição


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Venezuela sob pressão e Maduro a responsabilizar líder da oposição

Após 43 dias e um balanço de 39 mortos, prosseguem na Venezuela os protestos de rua contra o governo liderado pelo Presidente Nicolás Maduro.

O dia de sábado ficou marcado por diversos manifestações da oposição coordenadas em vários pontos do país.

Em Caracas, a capital, uma das marchas de protesto contra o governo degenerou em confrontos com a polícia e até um autocarro foi incendiado. As forças de autoridade recorreram a gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.

No âmbito de um evento de apoio social, o Presidente Nicolás Maduro falou dos protestos, mostrou uma fotografia do autocarro incendiado e contou a história de “um jovem motorista de autocarros” chamado “Leonardo Lecomte”, que teria ido “a Chacao comprar algumas prendas e foi raptado por um grupo de encapuzados do Julio Borges”, um dos opositores, coordenador do partido Primeiro Justiça e o atual presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.


“Responsabilizo Julio Borges por toda a violência, por todas as mortes e a desordem no país, e por apelar à violência”, acusou Maduro durante a entrega de mais cartões do projeto governamental Grande Missão Lares da Pátria


Por outro lado, o líder venezuelano revelou estar ainda à espera de uma resposta da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) ao convite para participar na Assembleia Nacional Constituinte, convocada por Maduro com a justificação de ser necessria para preserrvar a paz e a estabilidade da república. Em comunicado, após o anúncio da convocatória de Maduro, a CEV considerou a proposta presidencial “desnecessária
e perigosa para a democracia venezuelana, para o desenvolvimento humano integral e para a paz social.”

Este mesmo sábado, em Portugal, à margem das celebrações do Centenário das Aparições de Fátima, o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, defendeu serem as eleições a única solução para a grave crise na Venezuela.

“Deve de haver muito boa vontade, a começar pelo governo, o qual deve dar sinais de querer resolver a crise. Deve ter em consideração o clamor do povo e, de seguida, procurar soluções. Para mim, a solução é haver eleições”, disse PArolin, em entrevista ao jornal La Nacion e à publicação católica Crux.


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