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Segundo dia de greve geral marcado por confrontos


Grécia

Segundo dia de greve geral marcado por confrontos

A Grécia entra no segundo dia de greve geral contra o novo pacote de austeridade anunciado pelo Governo, medida essencial para que possa ser concluído a segunda revisão do programa de resgate.

O Executivo de Atenas diz que as reformas incluem aumentos nos impostos sobre todo o tipo de rendimentos, incluídos os salários mais baixos, assim mudanças nos estatutos especiais de alguns trabalhadores do setor público, como é o caso dos polícias, dos trabalhadores dos portos ou dos professores universitários. O novo pacote de austeridade inclui ainda cortes em pensões e em diferentes subsídios.

Esta quarta-feira, houve confrontos entre manifestantes e a a polícia no centro de Atenas, perto do edifício do parlamento. Alguns manifestantes lançaram cocktails molotov, ao que os agentes responderam com gás lacrimogéneo.

Para o vicepresidente da Federação dos Sindicatos do Setor Privado, Thanos Vassilopoulos, as reformas são um ataque. Vassilopoulos explicou à Euronews que era preciso responder à altura:

“Quando se enfrenta um ataque geral, responde-se com uma mobilização geral. E é isso o que está a acontecer. Enfrentamos um ataque contra as pensões, contra os sindicatos, contra as pequenas e médias empresas, que representam noventa e dois por cento da economia grega”.

As medidas afetam também regimes de contratação e horários dos trabalhadores nos setores público e privado.

Efi Michali, representante dos trabalhadores de lojas de produtos de cosmética, disse à Euronews que não entendia porque querem as autoridades abrir os comércios ao domingo:

“Não vamos ganhar mais se as lojas ficarem abertas aos domingos. Além disso, não queremos ganhar mais. Somos trabalhadores, humanos, não podemos trabalhar como escravos toda a semana. E para quê? Para servir pessoas que não querem esperar até domingo para comprarem coisas.”

Segundo a correspondente da Euronews em Atenas, os três dias de protesto terminam na Grécia no dia em que o parlamento votará as novas medidas de austeridade, ou seja, quinta-feira. Diz também que o Governo grego acredita que a única economia da zona euro ainda em recessão poderá, depois de aprovadas as reformas, começar a crescer.

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