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Ministro russo nega revelações secretas de Donald Trump


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Ministro russo nega revelações secretas de Donald Trump

O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) da Rússia negou esta quinta-feira ter recebido do Presidente dos Estados Unidos quaisquer informações secretas. A denúncia partiu do jornal norte-americano Washington Post, tendo por base uma reunião mantida na semana passada entre Serguei Lavrov e Donald Trump, na Casa Branca, na qual o chefe de Estado teria revelado ao responsável pela diplomacia do Kremlin informação classificada sobre alegadas operações do grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico (“Daesh”/ ISIL).

Durante uma visita oficial ao Chipre, Lavrov foi confrontado pelos jornalistas pela denúncia e ironizou: “Tanto quanto me lembro, há um ou dois meses a administração Trump levantou um bloqueio à entrada com computadores em aviões de passageiros oriundos de sete países do médio oriente. Estava relacionado diretamente com uma ameaça terrorista. Se estão a falar disso, não vejo aqui nenhum segredo.”


O MNE russo disse ainda ter “a impressão de que muitos meios de comunicação norte-americanos apresentam os factos como se estivéssemos ainda nos tempos da União Soviética” e acrescentou não ver nada de mal em partilhar de informações relacionadas com terrorismo.

Na quarta-feira, o presidente russo também já tinha abordado o tema, disponibilizando-se para revelar a conversa entre Lavrov e Trump.

“Se a administração norte-americana autorizar, estamos preparados para entregar a gravação da conversa entre Lavrov e Trump ao Congresso e ao Senado dos Estados Unidos”, disse Putin, numa conferência de imprensa em Sochi com o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni.


A disponibilidade do líder do Kremlin terá feito sorrir inclusive o ministro português da Defesa. “Posso dizer que vi e não escondo que sorri — embora estas coisas sérias não devessem justificar assim muitos sorrisos – com as declarações do presidente Putin acerca da possibilidade de ele disponibilizar o registo dessa reunião. Enfim, levo isso um pouco mais à conta do sentido de humor discutível do que propriamente de uma qualquer vontade de colaborar numa qualquer investigação que, tanto quanto eu sei, ainda não está a decorrer”, afirmou o ministro português em Bruxelas, no final de uma reunião dos responsáveis da Defesa da União Europeia.

Mais a sério, citado pela agência Lusa, José Alberto Azeredo Lopes recusou comentar, “do ponto de vista do Estado português, aquilo que por enquanto está estritamente no plano da alegação e da discussão quanto à ocorrência ou não dessa mesma partilha ou entrega de informações.”


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