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Suécia arquiva processo de violação mas Assange ainda não está livre


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Suécia arquiva processo de violação mas Assange ainda não está livre

O fundador da Wikileaks, Julian Assange, recebeu esta sexta-feira uma notícia que há muito esperava. A procuradoria da Suécia decidiu arquivar o processo por violação em curso contra o australiano, de 45 anos, desde 2010.

Em conferencia de imprensa, Marianne Ny anunciou a decisão de não dar seguimento ao inquérito contra Julian Assange, por alegada violação de uma mulher de 30 anos.

A procuradora sueca explicou, contudo, que o arquivamento se deve à perspetiva de que o acusado não seja entregue à justiça em breve e que o processo pode ser reaberto até 2020.


Também a polícia britânica fez saber que Julian Assange continua a ser procurado e será detido no Reino Unido por ter violado em 2012 as condições da respetiva liberdade condicional ao ter-se refugiado na embaixada do Equador em Londres, onde solicitou ao Presidente equatoriano asilo diplomático. Autorizado, o australiano mantém-se desde então refugiado naquela embaixada para escapar ao mandado de detenção europeu emitido pela Suécia.

O fundador da Wikileaks havia-se entregado às autoridades britânicas quando o caso espoletou, foi julgado em Londres e acabou libertado sob fiança. Pouco depois da justiça britânica ter decidido a favor da extradição para a Suécia, Assange refugiou-se na embaixada londrina do Equador.

O arquivamento do processo anunciado esta sexta-feira na Suécia é, por tudo isto, apenas uma pequena vitória do fundador da Wikileaks. Pelas redes sociais da internet, Assange lembrou: “Estou detido há sete anos sem acusação enquanto os meus filhos crescem e o meu nome foi difamado. Eu não perdoo nem esqueço.”


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