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União Europeia pede à Guiné-Bissau o cumprimento do Acordo de Conacri

Chefe da diplomacia europeia revelou preocupação pela instabilidade política neste país lusófono e até o Conselho de Segurança da ONU admite intervir se a situação se deteriorar.

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União Europeia pede à Guiné-Bissau o cumprimento do Acordo de Conacri

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A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) apelou esta sexta-feira aos responsáveis na Guiné-Bissau para que evitem qualquer ação fora da ordem constitucional e do primado da lei. Federica Mogherini pediu o cumprimento das recomendações da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Num comunicado divulgado pelo serviço de imprensa, Mogherini salientou que a missão na Guiné-Bissau da CEDEAO, que a UE apoia desde 2014, está em “processo de retirada gradual do país”. A chefe da diplomacia europeia pede a “todos os envolvidos que se abstenham de prestar declarações públicas e evitem qualquer ação fora da ordem constitucional e do primado da lei”.

“A UE espera que as forças de defesa e de segurança não intervenham na crise política”, sublinhou.


A chefe da diplomacia da UE apelou também ao cumprimento do prazo dado, em abril, pela CEDEAO para a aplicação das diretrizes do Acordo de Conacri. No essencial, este tratado prevê a formação de um Governo consensual integrado por todos os partidos representados no Parlamento.

“É importante que todos os atores políticos no país se empenhem no cumprimento do prazo de 30 dias” dado, em 25 de abril, pela CEDEAO para a aplicação das diretrizes do Acordo de Conacri.

O comunicado assinado pela italiana refere ainda que “os indivíduos que impeçam a aplicação do Acordo de Conacri devem ser responsabilizados”.

O referido acordo foi assinado em outubro de 2016 por diferentes atores políticos guineenses, para resolver a crise no país e se não for aplicado no prazo previsto, a CEDEAO poderá avançar com sanções.


Na semana passada, também o Conselho de Segurança das Nações Unidas manifestou “profunda preocupação pela crise política e institucional na Guiné-Bissau” e assumiu-se “pronto a tomar as medidas necessárias se a situação se deteriorar.”

Texto: Lusa (IG/ MB)
Edição: Francisco Marques