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Itália aumenta para 12 o número de vacinas obrigatórias

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Itália aumenta para 12 o número de vacinas obrigatórias

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O Governo italiano aprovou um decreto-lei que estipula a obrigatoriedade de vacinar as crianças em idade escolar com 12 vacinas.

As crianças, até aos 6 anos de idade, têm de estar imunizadas caso contrário não podem ser matriculadas nas creches e nas escolas.

A medida surge depois de o país ter registado mais de 2300 casos de sarampo, desde o início do ano, quase o triplo dos 840 registados em 2016.

“Não se trata de um estado de emergência mas é motivo de preocupação, à qual o Governo pretende responder. Estou convencido que, com as medidas necessárias, permitiremos às famílias italianas um nível de controlo parental muito mais elevado do que o atual”, assegurou o primeiro-ministro, Paolo Gentiloni.

O debate político sobre a vacinação está a aceso. O Executivo de Gentiloni acusou o Movimento 5 estrelas, da oposição, de estar a questionar a eficácia e a confiabilidade das vacinas.

Os pais são obrigados a vacinarem os filhos, caso contrário serão multados. As coimas podem variar entre os 500 e os 7500 euros.

A nova legislação entra em vigor no início do próximo ano letivo e serão obrigatórias doze vacinas: a poliomielite, difteria, tétano, hepatite B, coqueluche, Haemophilus B, meningite B e C, sarampo, rubéola, papeira e varicela.