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Crise migratória discutida em Itália

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Crise migratória discutida em Itália

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A crise migratória continua em 2017 e uma comissão parlamentar italiana discutiu e aprovou durante esta semana linhas orientadoras que gostaria de ver impostas a organizações não governamentais que assumem um papel cada vez mais preponderante no resgate de migrantes do Mediterrâneo.


Avançando que não havia ONG’s sob investigação apesar do inquérito ter começado no início do ano devido a acusações de que haveria algumas organizações em conluio com traficantes de pessoas, a comissão sugeriu, sem poder vinculativo, uma maior transparência por parte das ONG’s, registando as tripulações das embarcações que usam e a origem dos financiamentos com as autoridades.

Pediu ainda maior colaboração por parte da Tunísia e de Malta, que não acolhem migrantes, apesar de se encontrarem mais perto da Líbia, o grande ponto de distribuição.

O pedido para que a polícia pudesse embarcar nos navios de resgate foi rejeitado pela maior parte dos grupos humanitários, apesar da comissão defender que devem ser as autoridades locais a garantir a viabilidade de corredores humanitários.

Desde 2014, segundo a mesma comissão, houve mais de meio milhão de pessoas a chegar à costa italiana. Nessa altura, menos de um por cento dos recém-chegados eram resgatados do mar por embarcações de ONG’s. Nos primeiros 4 meses deste ano esse número saltou para cerca de 30 por cento.