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Acordo Transpacífico avança sem E.U.A.

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Acordo Transpacífico avança sem E.U.A.

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São 11 os países signatários do Acordo Transpacífico, ou TPP, em inglês, que decidiram em Hanói, Vietname, negociar uma alternativa ao acordo depois da saída dos Estados Unidos da América.

Ministros e vice ministros do Comércio da Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Perú, Singapura e Vietname terão um novo pacto, com proposta esperada em novembro, na cimeira a realizar no Vietname. Este passo em frente havia sido decidido este mês no Chile, numa reunião dos mesmos representantes de cada um dos países do Círculo do Pacífico que integram o pacto comercial e agora, em Hanói, deu-se início à parte prática da decisão, que passa por redigir um novo texto e rever o posicionamento de cada um dos países integrantes face à saída do mercado americano.


Segundo o Ministro do Comércio do Vietname, em Hanói, a saída dos E.U.A. não obsta ao avanço e a recetividade mantém-se: “O TPP não é um acordo de comércio livre fechado, antes está sempre aberto e receptivo a que outras economias se lhe juntem na altura conveniente. Esperamos que todos os países negociantes se comprometam totalmente com o TPP e criem uma política livre e justa para todos os países, incluindo os Estados Unidos.”


A porta a manter-se aberta, depois de Donald Trump ter assinado a saída dos Estados Unidos do acordo, em Janeiro, cumprindo a promessa eleitoral de renegociar os acordos comerciais internacionais que julga prejudiciais à economia americana.

O acordo deve defender a abertura dos mercados, combate ao proteccionismo, reforço da tipificação do comércio internacional, impulsão do comércio mundial e elevação do nível de vida.

Estados Unidos, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura e Vietname, que representam 40% da economia mundial, assinaram o TPP em 2016, depois de mais de seis anos de negociações.

O acordo dava o prazo de dois anos para ser ratificado por pelo menos seis países que, entre eles, representassem 85% do PIB do grupo.