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Ex-chefe da Cia denuncia interferência "descarada" da Rússia


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Ex-chefe da Cia denuncia interferência "descarada" da Rússia

“A Rússia interferiu descaradamente nas presidenciais norte-americanas”, segundo o ex-diretor da CIA.

Frente à comissão de inteligência da Câmara dos Representantes, John Brennan, que abandonou o cargo em Janeiro, garantiu ter avisado os serviços secretos russos para não tentarem influenciar o sufrágio, desde Agosto do ano passado.

“Eu avisei o senhor Bortnikov que, se a Rússia prosseguisse neste caminho, iria destruir qualquer possibilidade de melhoria das relações entre Washington e Moscovo e iria minar uma relação construtiva, mesmo em temas de interesse mútuo. Como esperado, o Sr. Bortnikov negou que a Rússia estivesse a fazer algo para influenciar a eleição presidencial, argumentando que Moscovo é tradicionalmente alvo deste tipo de acusações por parte de Washington”.

Interrogado no quadro do chamado “RussiaGate”, Brennan evocou igualmente o pagamento de subornos a funcionários norte-americanos, afirmando existirem indícios suficientes para prosseguir a investigação às ligações entre a equipa de Donald Trump e Moscovo.

As afirmações do responsável voltam a aumentar a pressão sobre o novo presidente, que, mesmo ameaçado por um possível processo de destituição, considerou até agora o caso como, “a maior caça às bruxas contra um presidente na história da América”.

Sob pressão do Congresso, o Departamento de Justiça tinha nomeado um procurador especial para apurar todas as eventuais ligações entre responsáveis da administração Trump e a Rússia, depois da revelação de que o novo presidente teria pedido ao FBI para suspender o inquérito.