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Manchester: "entrámos na sala sem ser revistados"


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Manchester: "entrámos na sala sem ser revistados"

Pelo menos 12 dos 59 feridos do atentado de ontem são crianças com menos de 16 anos, muitas das quais hospitalizadas em estado crítico, segundo as autoridades médicas britânicas.

As testemunhas da explosão relatam o cenário de terror no Manchester Arena, durante um concerto familiar, sublinhando alegadas falhas de segurança.

Segundo Bethany Keeling, que asistia ao concerto de Ariana Grande, na segunda-feira à noite:

“eu agarrei-me às mãos dos meus amigos e começámos a correr por entre cadáveres espalhados pelo chão, dentro da sala e no exterior. Só conseguia ver destroços e sapatos perdidos por todo o lado”.

Para Charlotte Campbell, cuja filha, Olivia, permanece desaparecida desde ontem:

“Houve muitas chamadas telefónicas, ligámos à polícia mas eles não nos puderam ajudar pois ainda não tinham informação suficiente (…) tenho o coração destroçado neste momento pois não sei onde é que ela está, nem sei se está viva”.

Outra testemunha, Kieron Ferries, tinha viajado ontem de Newcastle para assistir ao concerto:

“Nós entrámos dentro da sala sem nunca ser revistados. Outros amigos que também assistiam ao concerto, confirmaram que não foram submetidos a qualquer controlo de segurança. E vou a muitos concertos e estou habituado a ser revistado à entrada, mas desta vez nada”.

Esta manhã, as autoridades médicas britânicas evocavam uma jornada “terrível”, quando várias pessoas permanecem hospitalizadas em estado muito grave.

A primeira vítima mortal, identificada pelas autoridades, é uma criança de 8 anos que assistia ao concerto na companhia da mãe.

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