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Cimeira da NATO: Trump insistirá em maior empenho europeu

Embora com obras ainda por acabar, a nova sede da NATO será inaugurada, esta quinta-feira, em Bruxelas, durante a cimeira de líderes que discutirá, sobretudo, o aumento do investimento em defesa e a l

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Cimeira da NATO: Trump insistirá em maior empenho europeu

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Embora com obras ainda por acabar, a nova sede da NATO será inaugurada, esta quinta-feira, em Bruxelas, durante a cimeira de líderes que discutirá, sobretudo, o aumento do investimento em defesa e a luta anti-terrorimo.

“Os terroristas atacaram novamente, esta semana, em Manchester. Foi um ataque bárbaro, que deliberadamente visou crianças, jovens e as suas famílias”, disse Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, na véspera da reunião.

“É por isso que um dos dois principais tópicos que vamos discutir, amanhã, é como é que a NATO pode intensificar os seus esforços de modo a contribuir para a luta anti-terrorismo”, acrescentou Jens Stoltenberg.

A NATO é uma organização que o novo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apelidou de “obsoleta”, tendo depois mostrado-se mais conciliador.

Participante na cimeira pela primeira vez, Trump pede aos europeus que respeitem a meta de gastar 2% do PIB em defesa, e estes prometem fazer esse esforço.

“Uma União Europeia mais forte no domínio da segurança e da defesa torna a NATO mais forte e uma NATO mais forte é fundamental para a segurança europeia, mas também para a segurança norte-americana”, disse Federica Mogherini, chefe da diplomacia da União Europeia.

O governo português, representado pelo primeiro-ministro, António Costa, ainda não cumpre esta meta e espera que não haja “demasiada insistência” na questão orçamental.

Mas não há como fugir a essa pressão que já tem alguns anos, segundo o analista político Roberto Castaldi: “A relação dos Estados Unidos com a União Europeia começou a mudar já com o Presidente Obama”.

“Houve uma mudança de prioridade no sentido do Pacífico. E este vazio de poder deixado pelos norte-americanos foi um das condições que permitiram à Rússia invadir a Crimeia e que levou, também, à desestabilização no Médio Oriente e no Norte de África. Trump só está a acelerar essa tendência, o que coloca mais pressão sobre os europeus para estabilizar a sua vizinhança e para preencher o vazio de poder deixado pelos norte-americanos”, acrescentou.