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Refugiados: ONGs denunciam abordagem agressiva da guarda-costeira líbia


Líbia

Refugiados: ONGs denunciam abordagem agressiva da guarda-costeira líbia

Tiros para o ar, militares que ameaçam refugiados com metralhadoras. As imagens captadas por uma equipa da televisão pública italiana, na terça-feira, ao largo da costa da Líbia, indignam as organizações humanitárias que denunciam uma atitude cada vez mais agressiva da guarda-costeira do país, face a um novo fluxo de refugiados que tenta alcançar a Europa.

A organização Médicos Sem Fronteiras acusa as autoridades líbias de terem colocado em perigo centenas de vidas, depois da abordagem musculada ter ameaçado as operações de resgate, segundo a ONG, já em águas internacionais. Pelo menos uma centena de pessoas terá saltado para a água para evitar ser capturada pelos guardas-costeiros, tentando alcançar a embarcação da ONG SOS Mediterranee.

Segundo o coordenador dos resgates em alto-mar da ONG, Mathias Menge:

“Depois de ter assustado os refugiados e posto em perigo as pessoas que estavam nos barcos insufláveis, a guarda costeira líbia começou a disparar com as metralhadoras, mas com a proa virada para a costa da Líbia e não para as pessoas”.

Para a psicóloga da ONG, Francesca Vallantino Gancia:

“É uma imagem que nunca esquecerei, os soldados líbios a resgatarem estas pessoas para levá-las de volta para a costa”.

O incidente ocorre num momento em que mais de 1800 pessoas foram resgatadas ao largo da costa da Líbia nos últimos três dias, com mais de 180 pessoas mortas ou desaparecidas.

As ONGs que operam na zona recordam que a guarda-costeira líbia conta com o apoio, em financiamento e treino, da União Europeia.

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