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Reino Unido: impacto do terrorismo nas eleições


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Reino Unido: impacto do terrorismo nas eleições

A dois dias das eleições legislativas no Reino Unido, a pergunta de quem poderá manter o país seguro está em cima da mesa.

O manifesto conservador defende uma abordagem punitiva em termos legais face a indícios de extremismo e Theresa May declarou esta terça-feira estar disposta a mudar as leis que protegem os direitos humanos se isso servir para combater o terrorismo.


“Nos últimos três meses tivemos três ataques terríveis no Reino Unido. Também vimos os serviços de paz e segurança impedirem outros cinco potenciais ataques . O que precisamos de fazer agora é ver como a ameaça está a crescer e ela está a crescer. Vemos o terrorismo criar terrorismo”, declarou May.

A oposição trabalhista acusa May de, ainda enquanto ministra do Interior, ter feito cortes no número de polícias efectivos e frisa pedidos de demissão da agora primeira-ministra: “Houve pedidos por parte de pessoas muito responsáveis que estão muito preocupadas, porque ela esteve no Ministério do Interior muito tempo, presidiu a estes cortes no número de polícias e agora vem dizer que temos um problema. Sim, temos um problema, não devíamos ter cortado o número de polícias”, adianta Jeremy Corbyn.


O silêncio respeitoso e mútuo da campanha eleitoral após os ataques esfuma-se agora com as eleições à porta, mas o aproveitamento político da tragédia parece cair mal aos eleitores, principalmente aos londrinos: “O que aconteceu foi uma tragédia, não se devem usar argumentos políticos sobre isso para tentar avançar na campanha, não acho que seja bonito de se fazer”, declara um residente em Londres.

Se Theresa May já foi acusada, enquanto ministra do Interior, de propor medidas “criminalizadoras das pessoas por terem maus pensamentos”, Corbyn também já foi acusado de ser demasiado brando quanto ao tema da segurança, nomeadamente nas reservas demonstradas quanto a atirar para matar por parte da polícia, em declarações após o ataque ao Bataclan, em Paris.

A 8 de Junho, o Reino Unido vai decidir nas urnas sobre o impacto dos mais recentes ataques na política interna.

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