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Eleições britânicas: Três grandes desafios

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De  Ricardo Figueira
Eleições britânicas: Três grandes desafios

<p>Um ano depois do referendo do Brexit, Theresa May e Jeremy Corbyn competem pelas chaves do número dez da Downing Street. Seja quem for o vencedor, vai ter vários desafios pela frente, dos quais destacamos três, a começar pela decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia.</p> <p>Theresa May é, claramente, vista como a primeira-ministra do Brexit, chamada para substituir David Cameron depois do referendo. É ela também a autora da negociação das condições de saída da União Europeia, muito criticada pelos opositores. Já o líder trabalhista, mesmo se se opôs ao Brexit, promete não voltar atrás, mas quer um <a href="http://www.lemonde.fr/referendum-sur-le-brexit/article/2017/06/01/porte-par-les-sondages-a-une-semaine-des-legislatives-britanniques-jeremy-corbyn-se-pose-en-garant-d-un-brexit-reussi_5137407_4872498.html">acordo mais estreito</a> com os países da União.</p> <p>O terrorismo é o convidado-surpresa desta campanha eleitoral, o que coloca na mesa a questão da segurança. Os trabalhistas acusam os conservadores, no governo, de terem cortado o orçamento para a polícia, sobretudo para o policiamento de proximidade.</p> <p>A mais recente carta de Jeremy Corbyn neste campo é a promessa de acabar com a <a href="https://www.forbes.com/sites/dominicdudley/2017/05/12/corbyn-vows-to-end-uk-arms-sales-to-saudi-arabia/#548f94e27b21">venda de armas à Arábia Saudita</a>, mesmo se, ao contrário de uma parte da opinião pública, o líder trabalhista não faz ligações entre esta potência árabe e o terrorismo internacional. Já outra promessa, a de não fazer bombardeamentos contra o Daesh na Síria, pode ser vista como sinal de fraqueza contra os radicais.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">We cannot and must not pretend that things can continue as they are when it comes to Islamist extremism. These 4 things need to change: <a href="https://t.co/e7bGtYxq2U">pic.twitter.com/e7bGtYxq2U</a></p>— Theresa May (@theresa_may) <a href="https://twitter.com/theresa_may/status/872113045677510656">June 6, 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">You cannot protect communities on the cheap, as <a href="https://twitter.com/theresa_may"><code>Theresa_May</a> has tried to do for 7 years. Labour will invest so our communities are safer. <a href="https://t.co/iG4A3c9Xnb">pic.twitter.com/iG4A3c9Xnb</a></p>— Jeremy Corbyn (</code>jeremycorbyn) <a href="https://twitter.com/jeremycorbyn/status/872112625102008320">June 6, 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Finalmente, o terceiro grande tema: A saúde. O Serviço Nacional de Saúde britânico é um dos símbolos do Estado, desde que foi criado em 1948. Mas <a href="http://www.bbc.com/news/health-39640624">é um serviço com cada vez mais problemas</a> – No último inverno, os hospitais de Londres tiveram dificuldade em lidar com o grande número de pacientes. O Partido Trabalhista aponta ao governo conservador a responsabilidade do cada vez maior recurso às instituições privadas de saúde, por falta de recursos dos hospitais públicos. O governo defende o balanço de Jeremy Hunt, que tem a pasta da saúde desde 2012 e realça o investimento que tem sido feito no setor – Segundo o governo, um investimento acima do nível da inflação.</p> <p><strong>Com Chris Cummins</strong></p>