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Theresa May: à procura da maioria absoluta

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Theresa May: à procura da maioria absoluta

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Theresa May chegou ao número 10 da Downing Street, substituindo David Cameron, com uma difícil tarefa: conduzir as negociações com Bruxelas que vão regular a saída do Reino Unido da União Europeia.

A antiga ministra da Administração Interna cultivou uma imagem de confiança, ao longo da sua vida política, que se iniciou em 1997.

Theresa May, que defendeu a permanência do país no bloco europeu, no referendo de junho de 2016, tornou-se no rosto da saída da União Europeia. A primeira-ministra assegurou aos britânicos que “Brexit significa mesmo Brexit”, afastando, desde logo, a possibilidade de um novo referendo.

Em março deste ano, acionou o Artigo 50 do tratado de Lisboa, dando início ao processo.

Nas negociações com Bruxelas, May defendeu, como posição, que prefere que o Reino Unido saia da União Europeia sem um acordo com os parceiros do que com “um mau acordo”.

Com menos de um ano aos comandos do país, a primeira-ministra teve de lidar com o terrorismo. O Reino Unido foi alvo de 3 ataques, desde o início do 2017, que levaram à morte de 33 pessoas e feriram centenas. O último, aconteceu em Londres, a poucos dias das legislativas antecipadas.

A oposição tem criticado a atuação de May, na segurança, e o facto de durante o mandato, enquanto ministra da Administração Interna, ter estipulado cortes nas forças da autoridade que resultaram na diminuição de mais de 20 mil efetivos em Inglaterra e no País de Gales, entre 2010 e 2016.

A campanha para as legislativas não foi o passeio triunfal que Theresa May previu quando decidiu antecipar as eleições, em abril, em busca da grande maioria que indicavam as sondagens.

Os últimos estudos de opinião refletem uma queda dos Tories, em contraponto com a ascensão do Partido Trabalhista de Jeremy Corbyn.