Última hora

Última hora

Uma maioria "absolutíssima" para o partido de Emmanuel Macron

Em leitura:

Uma maioria "absolutíssima" para o partido de Emmanuel Macron

Tamanho do texto Aa Aa

Emmanuel Macron soma um segundo êxito eleitoral em poucas semanas, num momento em que o seu partido, o recém-criado “En marche” deverá arrebatar a maioria absoluta no parlamento, após a primeira volta das legislativas deste domingo.

Segundo as primeiras sondagens à boca das urnas, a coligação entre o “En marche” e os centristas do partido Modem, deverá obter mais de 400 assentos na Assembleia Nacional francesa, muito à frente dos conservadores, com os socialistas a verem a sua anterior maioria reduzida a entre 20 e 30 deputados e o Frente Nacional longe dos resultados das presidenciais, com uma queda de 8% de votos.

As estimativas apontam para 32,3% dos votos para o partido de Macron, à frente da formação conservadora Les Republicains com 21,5%, a extrema-direita do Frente Nacional deverá arrebatar 14% dos votos, muito à frente da France Insoumise de Jean-Luc Mélenchon. Os socialistas recuperam ligeiramente da queda vertiginosa na primeira volta das presidenciais, de cerca de 6% para 10,2%.

O sufrágio é marcado também por uma abstenção recorde, a mais alta em quase 60 anos, que deverá rondar os 51,2%.

O primeiro-ministro francês Edouard Philippe, reagiu já aos resultados afirmando que, “o próximo parlamento vai representar a nova cara da França”.

Depois de vencer as presidenciais ao final de uma “marcha” eleitoral de apenas um ano, o antigo ministro das Finanças Emmanuel Macron, tem agora carta branca para levar a cabo as reformas para flexibilizar o mercado de trabalho, defendidas durante a campanha. O novo chefe de Estado tinha já afirmado estar preparado para aprovar algumas reformas por decreto, depois de ter vencido as presidenciais face à candidata do partido Frente Nacional, Marine Le Pen.

Apesar da abstenção elevada, o jovem presidente, “nem de esquerda, nem de direita”, conseguiu arrasar a oposição no parlamento, graças ao seu atual estado de graça. Segundo uma sondagem publicada na revista Le Point, 58% dos franceses mostram-se satisfeitos com o novo chefe de Estado (56% de satisfação face ao primeiro-ministro Édouard Philippe). O mesmo estudo mostra, no entanto, reservas quanto à capacidade de Macron de melhorar a situação do país – 34% acredita numa melhoria, enquanto 26% mostram-se céticos. Quatro em cada dez franceses admitem não ter ainda uma opinião formada.

As previsões atualizadas às 22h30 locais, davam uma margem ainda maior ao partido “En Marche” que poderia obter entre 415 e 455 lugares do parlamento e governar sem oposição.

A segunda volta do escrutínio decorre no próximo domingo.