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O sorriso que o Primavera Sound deixou no Porto


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O sorriso que o Primavera Sound deixou no Porto

As previsões diziam que vinha chuva por aí. Mas até nisso o NOS Primavera Sound foi privilegiado. Não só houve sol nos três dias, como de uma assentada se bateram recordes de público (segundo a organização, foram cerca de 30 mil a atravessar as portas só na sexta-feira), assistiram-se a prestações musicais francamente inspiradas e o conforto/singularidade do recinto atingiram patamares pouco usuais.

A um arranque embalado pelos Cigarettes After Sex, Miguel e os Run The Jewels, seguiu-se uma enchente a perder de vista na noite em que Bon Iver era cabeça de cartaz. A questão é batida, mas incontornável: o público estava lá, mas muitos acabaram por comprovar que não é a um concerto principal num espaço destas dimensões que pertencem as baladas de Justin Vernon.

Ao lado, no Palco Super Bock, os Skepta redimiram quem procurava ritmo. A madrugada despontou ao som de Nicolas Jaar que, ao desenhar um trajeto cirúrgico na música e na imagem, nos entreabriu a porta do futuro. Os mais resistentes não pareceram desiludidos no Palco Pitchfork, face a um repetitivo Richie Hawtin e um eficaz Mano Le Tough.


Sábado: último dia, mas nem por isso com menos fôlego. Ou não estivessem à nossa espera a majestosa Elza Soares e os irresistíveis Metronomy. Aliás, pouco depois de os britânicos subirem ao Palco NOS, Joseph Mount declarou que o Porto “é a cidade favorita” da banda e que o espaço deste Primavera Sound é “o sítio mais bonito” onde já estiveram. E nós gostamos de pensar que é verdade.

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