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Guterres em Kampala para Cimeira de Solidariedade com os Refugiados

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Guterres em Kampala para Cimeira de Solidariedade com os Refugiados

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Com Lusa

As Nações Unidas alertam para o facto de que o continente africano vive o maior êxodo desde o genocídio no Ruanda, há 23 anos, e pedem à Comunidade Internacional que reúna esforços para acabar com o conflito no Sudão do Sul.

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, lamentou a situação na região, durante a abertura da Cimeira de Solidariedade com os Refugiados, que se reraliza em Kampala, capital do Uganda, depois de ter visitado alguns campos de refugiados que acolhem milhares de sul-sudaneses.

Guterres recordou que visitou a mesma zona após a independência do Sudão do Sul em 2011, quando os refugiados se mostravam esperançados com o futuro do seu “novo país”.

No entanto, o secretário-geral da ONU lamentou que a situação tenha piorado desde que estalou a violência em dezembro de 2013, já que desde então mais 1,8 milhões de pessoas fugiram para os países vizinhos.




“Temos de juntar esforços para acabar com a guerra no Sudão do Sul e criar as condições necessárias para que o país esteja unido, estável e em paz”, salientou, Guterres, que elogiou as políticas realizadas no Uganda, cuja população de refugiados passou no último ano de 500.000 para mais de 1,25 milhões de pessoas.

Segundo o secretário-geral da ONU, no Uganda os refugiados vivem com dignidade porque têm acesso a educação e saúde, como o resto dos cidadãos.

A ONU espera que este encontro ao mais alto nível permita mobilizar 2.000 milhões de dólares para atender às necessidades humanitárias dos refugiados e apoiar as comunidades locais.