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Leopoldo López diz ser vítima de tortura na prisão


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Leopoldo López diz ser vítima de tortura na prisão

Com EFE e AFP

O site de informação venezuelano Últimas Notícias publicou um conjunto de fotografias nas quais pode ver-se o líder venezuelano da oposição ao Governo chavista de Nicolás Maduro, Leopoldo López, a receber o que definem como assistência médica e alimentos

Segundo a página digital, as imagens foram entregues à redação “de forma exclusiva”.

A publicação garante que as fotos foram feitas dias 23 de julho.

Horas antes, a mulher de Leopoldo López, Lilian Tintori, divulgou um vídeo, gravado a partir do exterior da prisão militar de Ramo Verde, nos arredores de Caracas, no qual pode ser ouvida a voz de um homem, que Tintori diz ser o seu marido, denunciando as torturas de que teria sido vítima.

“Lilian, estão a torturarme. Denunciem, denunciem, Lilian. Denuncia!”, diz a voz, no vídeo publicado, que dura cerca de 26 segundos.




Leopoldo López encontra-se detido desde setembro de 2015, depois de acusado pela justiça venezuelana de responsabilidade pelas três mortes ocorridas durante os protestos contra o Governo, que tiveram lugar no fim de 2014.

Cumpre uma pena de 14 anos e é visto pela organização pelos Direitos Humanos, Amnistia Internacional, como um preso de consciência.

Maduro quer formar “Governo para a paz”

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusa a oposição de querer destabilizar o país latino-americano e de levar a cabo, junto com forças externas, o que define como guerra económica.

Maduro nomeou, esta sexta-feira, uma série de altos cargos do Exército e disse que o importante seria que o país se focasse no caminho para a paz.

Mas o cargo do presidente venezuelano, que assumiu o poder de depois da morte de Hugo Chávez, em 2013, tem sido marcado por uma crescente polarização política e social e por protestos, cuja violência tem vindo a intensificar-se em todo o território.

O agravamento da crise económica e social mais não fez do que piorar as coisas para o Executivo de Maduro. Os venezuelanos têm agora dificuldades em aceder a bens de primeira necessidade, desde comida a medicamentos, ainda que vivam num país caracterizado pela abundância de recursos como o petróleo.

Quase três meses de protestos e 75 mortos

Se os protestos têm marcado a presidencia de Nicolás Maduro, a verdade é que a decisão, do passado mês de abril, de retirar poderes à Assembleia Nacional venezuelana, nas mãos da oposição depois de umas eleições democráticas, fez com que os protestos subissem de tom.

São quase três meses de confrontos entre manifestantes a favor e contra o presidente e com a polícia no terreno, acusada de constantes violações dos Direitos Humanos.

Esta sexta-feira, as manifestações deram origem a cortes de estradas. Os participantes protestaram contra a morte de Dani Vallenilla, enfermeiro de 22 anos, alvo de três disparos de um membro das Forças Armadas, segundo vários media nacionais e o Diário das das Américas, publicação hispana com sede em Miami, Estados Unidos.

David Vallenilla foi morto quando participava num protesto perto da auto-estrada Francisco Fajardo, uma das principais vias de comunicação da capital venezuelana.




As forças da oposição e a favor do Governo de Maduro convocaram, para este sábado, um conjunto de manifestações, quando a Venezuela comemora o 196to aniverário da Batalha de Carabobo, momento Histórico fundamental para a obtenção da independência do Império Espanhol.

Segundo o diário El Universal a Mesa de Unidade Democrática (MUD), pede aos apoiantes que enviem uma mensagem às Forças Arnadas Nacionais, através da presença nas ruas. A MUD quer pressionar o exército e exigir que estes defendam a Constituição Venezuelana e a democracia no país.

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