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Refugiados sírios na Turquia voltam a casa para fim do Ramadão

Ancara permite que regressem depois da comemoração. Muitos preferem ficar na Síria.

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Refugiados sírios na Turquia voltam a casa para fim do Ramadão

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Com Reuters

Milhares de refugiados sírios deixaram a Turquia de forma temporária, depois de Ancara ter garantido que poderiam voltar, caso optassem por passar o Eid al-Fitr na Síria – a celebração do fim do Ramadão, um dos cinco pilares da religião muçulmana.

No entanto, vários refugiados aproveitaram a ocasião para regressarem a casa, numa altura em que os jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh (sigla em língua árabe) perdem terreno, tanto na Síria como no vizinho Iraque.

Tanto a Turquia como a Síria são países de maioria muçulmana, embora apenas a Síria seja um território de maioria árabe.




O êxodo tem vindo a ser mais intenso nas últimas duas semanas, segundo os jornalistas no terreno, coincidindo com o fim do mês do jejum e a entrada no mês de chawal, segundo o calendário islâmico.

No entanto, cruzar a fronteira turco-síria não tem sido fácil. Muitos esperaram horas para chegarem a casa. Alguns não pisam território sírio há mais de três anos.

Fronteira fechada há dois anos

A Turquia fechou a fronteira com a Síria há dois anos, com exceção para casos particulares, como urgências médicas.

A segurança na região fronteiriça foi depois intensificada, depois do acordo com a União Europeia em 2016, que previa o controlo dos migrantes, ansiosos por chegar à Europa.

Calcula-se que permaneçam, em território turco, cerca de três milhões de refugiados sírios.

As autoridades turcas dizem que mais de 110 mil sírios cruzaram a fronteira desde a passada terça-feira, muitos dos quais sem os cartões de residentes temporários.

Muitos destes refugiados nunca viram, por mais contraditório que pareça, o seu país. É que nasceram, nos últimos anos, cerca de 170 mil crianças em famílias de refugiados instalados na Turquia.

A Turquia gastou mais de 10 mil milhões de euros com os refugiados que acolhe no país e trabalha com a Rússia e com o Irão para estabecer uma zona no norte da Síria, para onde os refugiados que desejem voltar possam fazê-lo em segurança.