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Pelo menos oito detidos em protestos contra reformas de Macri

Manifestantes cortaram o trânsito em Buenos Aires e envolveram-se em confrontos com a polícia.

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Pelo menos oito detidos em protestos contra reformas de Macri

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Com Reuters e El Clarín

A polícia argentina dispersou esta quarta-feira cerca de duas centenas de manifestantes que protestavam contra as reformas do presidente Maurício Macri que acusam de responsabilidade pelo aumento da pobreza e da desigualdade no país latino-americano. Pelo menos oito pessoas foram detidas.

Eleito em 2015, Macri, do partido Proposta Republicana (centro-direita), tem a missão de colocar a economia argentina no bom caminho, cuja dívida externa supera os 190 milhões de euros e subiu cerca de 16% em março em relação ao ano passado, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) – agência argentina de estatística.

No entanto, o presidente tem vindo a enfrentar uma forte oposição a qualquer tipo de reformas no parlamento e nas ruas. Entre as medidas mais polémicas encontra-se o corte de diferentes subsídios, medida cujos críticos definiram como “ataque contra os Direitos Humanos”.




Em Buenos Aires, a polícia dispersou com canhões de água grupos de manifestantes, que a imprensa nacional descreveu como kichneristas – apoiantes da antiga presidente Cristina Fernández de Kirchner, assim como militantes de cerca de 20 plataformas de esquerda, alguns dos quais se envolveram em confrontos com os agentes.

A medida foi tomada, explica o diário El Clarín , depois de as autoridades terem exigido aos manifestantes que pusessem fim ao corte de duas das principais artérias da capital, assim como à circulação do serviço de transportes públicos Metrobus. Os manifestantes queimaram pneus e cobertores nas Avenida 9 de julho.

A Argentina vai a votos dia 22 de outubro deste ano, quando serão eleitos parte dos membros das duas câmaras do Congresso da Nação, a Câmara de Deputados e o Senado.