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Morreu Simone Veil (1927-2017), autora da legalização do aborto em França


França

Morreu Simone Veil (1927-2017), autora da legalização do aborto em França

A antiga ministra Simone Veil, autora da lei de legalização da interrupção voluntária da gravidez em França e primeira presidente do Parlamento Europeu, morreu esta sexta-feira, anunciou à agência France-Presse o seu filho, Jean Veil.

“A minha mãe morreu esta manhã em casa. Ia fazer 90 anos no próximo dia 13 de julho”, disse o filho de Simone Veil.

Ativista pelos direitos das mulheres com voz na política

Natural de Nice, no sul de França, e oriunda de uma família judia, Simone Veil foi capturada pelos nazis e enviada com a família para o campo de concentração de Aushwitz-Birkenau, mas, junto com uma irmã, conseguiu sobreviver ao holocausto e tornou-se uma heroína de França.


Formou-se em direito, casou-se com Antoine Veil, teve três filhos e começou por fazer carreira como magistrada.

Em 1974 foi nomeada ministra da Saúde no governo de Jacques Chirac em manteve a pasta por cinco anos. Em 1979, tornou-se na primeira presidente do Parlamento Europeu, cargo em que permanceu até 1982.


Em França, facilitou o acesso a métodos contracetivos e elaborou a lei de legalização do aborto, apresentada à Assembleia Nacional a 26 de novembro de 1974 e implementada em 1975.



Reconhecida como uma heroína e um símbolo das mulheres francesas, Simone Veil tinha 89 anos e iria celebrar os 90 a 13 de julho, véspera do Dia da Bastilha, a festa nacional francesa.