Oposição quer referendo não-vinculante a reformas de Maduro

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De  Antonio Oliveira E Silva
Oposição quer referendo não-vinculante a reformas de Maduro

<p>A <a href="http://www.unidadvenezuela.org/">Mesa da Unidade Democrática</a>, coligação que agrupa os principais partidos da oposição venezuelana, quer organizar um <strong>referendo não-vinculativo</strong> no próximo dia <strong>16 de julho</strong>, com o objetivo de conhecer a posição da cidadania sobre as reformas do presidente <a href="https://twitter.com/nicolasmaduro?lang=pt">Nicolás Maduro</a>.</p> <p>Segundo o diário venezuelano <a href="http://www.eluniversal.com/">El Universal</a>, o referendo proposto pela <strong><span class="caps">MUD</span></strong> <a href="http://www.eluniversal.com/noticias/politica/mud-propone-referendo-julio-para-decidir-destino-del-pais_659725">deverá contar com três questões</a>. A primeira pergunta é relativa à Assembleia Nacional Constituinte e à sua pertinência. </p> <p>A segunda é relativa ao papel a assumir por funcionários públicos e Forças Armadas Nacionais (<span class="caps">FAN</span>) para que o país volta ao que definem como “ordem constitucional”. Finalmente, a terceira questão relaciona-se com a possibilidade que seja formado um Governo de “unidade nacional,” ao qual deverão seguir-se eleições gerais.<br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="es" dir="ltr"><span class="caps">MUD</span> propone un referendo el 16 de julio para decidir destino de <a href="https://twitter.com/hashtag/Venezuela?src=hash">#Venezuela</a> <a href="https://t.co/IDj508x6M2">https://t.co/IDj508×6M2</a></p>— El Universal (@ElUniversal) <a href="https://twitter.com/ElUniversal/status/882041429765259264">4 de julho de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> <br /> O presidente Nicolás Maduro, no entanto, defende que só a Assembleia Constituínte pode trazer a paz à Venezuela. Defende também uma série de mudanças na Constituição do país, aprovada em 1999, durante a primeira presidência de Hugo Chavez. </p> <p>Nicolás Maduro foi ministro dos <strong>Negócios Estrangeiros</strong> (Relações Exteriores) de <strong>Hugo Chavez</strong> entre <strong>2006</strong> e <strong>2013</strong> e vicepresidente executivo da Venezuela, entre <strong>2012</strong> e <strong>2013</strong>.</p> <p>Em <strong>2013</strong>, enquanto presidente em funções, procurou nas urnas a legitimidade para governar. Venceu as eleições, mas por escassa margem – cerca de <strong>200 mil votos</strong> – deixando a oposição mais fortalecida do que nunca.<br /> <br /> <strong>Um Governo marcado por um forte desgaste</strong><br /> <br /> O descontentamento social provoca um e o desgaste do Governo sem precedentes, <strong>desgaste</strong> que beneficiam a oposição, mais forte do que nunca desde a subida de Chavez ao poder, quase duas décadas antes. </p> <p>A <strong>Mesa da Unidade Democrática</strong> incorpora grupos com tendências economicamente liberais, socialmente conservadoras, sociais-democratas e democratas cristãs, conseguiu a maioria na Assembleia Nacional.</p> <p>A crise económica, financeira e social mergulhou o país latino-americano num <strong>profundo caos político</strong>. Nos últimos quatro meses, morreram pelo menos <strong>84</strong> pessoas manifestações contra e a favor do Governo de Maduro, segundo dados oficiais.</p>