This content is not available in your region

Migrações: Amnistia Internacional critica políticas da UE no Mediterrâneo

Access to the comments Comentários
De  Rodrigo Barbosa
Migrações: Amnistia Internacional critica políticas da UE no Mediterrâneo

<p>A <a href="https://www.amnesty.org/en/latest/news/2017/07/central-mediterranean-death-toll-soars-as-eu-turns-its-back-on-refugees-and-migrants/">Amnistia Internacional responsabiliza a União Europeia</a> pela situação precária dos refugiados nos centros de detenção da Líbia e pelo “número crescente de mortes” de migrantes no Mediterrâneo.</p> <p><a href="https://www.amnesty.org/en/documents/eur03/6655/2017/en/">Num relatório com um título sugestivo</a> (“A Tempestade Perfeita: o Fracasso das Políticas Europeia no Mediterrâneo Central”), a <span class="caps">ONG</span> destaca os números da <a href="http://www.iom.int/">Organização Internacional para as Migrações</a>, segundo a qual mais de dois mil migrantes perderam a vida no mar entre o Norte de África e a Europa na primeira metade de 2017. Um balanço que ultrapassará rapidamente o número de mortes registadas na totalidade do ano de 2015.</p> <p>Segundo a Amnistia Internacional, Bruxelas transfere responsabilidades para as autoridades líbias, sem qualquer garantia sobre o destino dos migrantes. A diretora do gabinete da <span class="caps">ONG</span> para a União Europeia, Iverna McGowan, diz que “a situação atual com a guarda-costeira líbia é absolutamente ultrajante. É uma desconsideração que a UE permita certas operações de resgate inadequadas, confiando as vidas de pessoas. Vimos que a guarda-costeira líbia faz um uso inadequado de armas de fogo e não está bem treinada. E o pior é que sabemos que aquelas que são desembarcadas na Líbia, voltam para centros de detenção ilegais, onde enfrentam tortura, violações e outros abusos impensáveis”.</p> <p>A <span class="caps">ONG</span> afirma que se, na segunda metade de 2017, “não forem tomadas medidas urgentes”, reequacionando nomeadamente a colaboração com Tripoli, este ano “ameaça tornar-se no mais mortífero daquela que é a rota de migração mais mortal do mundo”.</p>