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UNESCO classifica cidade velha de Hebron como Património da Humanidade

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De  Euronews
UNESCO classifica cidade velha de Hebron como Património da Humanidade

<p><strong>Com Lusa</strong></p> <p>A <strong>Organização para a Educação, Ciência e Cultura</strong> (<span class="caps">UNESCO</span>) das <strong>Nações Unidas</strong> decidiu declarar a cidade velha de <strong>Hebron</strong>, nos Territórios Palestinianos Ocupados, “zona protegida” enquanto “local de valor universal excecional”.</p> <p>A <strong>Autoridade Palestiniana</strong> falou num “êxito”. Israel, por outro lado, qualificou a decisão como “uma votação vergonhosa.”</p> <p>O palestinianos disseram ainda que se trata de “uma vitória da batalha diplomática travada em todas as frentes, face às pressões israelitas e norte-americanas”.<br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">Just inscribed on <a href="https://twitter.com/UNESCO"><code>UNESCO</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/WorldHeritage?src=hash">#WorldHeritage</a> List & World Heritage in Danger List: Hebron/Al-Khalil Old Town, <a href="https://twitter.com/hashtag/Palestine?src=hash">#Palestine</a> <a href="https://t.co/ztbb8RIMiZ">https://t.co/ztbb8RIMiZ</a> <a href="https://t.co/2hLGRciASq">pic.twitter.com/2hLGRciASq</a></p>— UNESCO (</code>UNESCO) <a href="https://twitter.com/UNESCO/status/883260287641681921">7 de julho de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> <br /> <strong>Rula Maayah</strong>, ministra do Turismo palestiniana, afirmou que a decisão é “histórica porque sublinha que Hebron” e a sua mesquita “pertencem historicamente ao povo palestiniano”.</p> <p>Para Israel, no entanto, a redação da decisão <strong>ignora os laços históricos do judaísmo</strong> com a cidade. <strong>Naftali Bennett</strong>, ministro da Educação de Israel, afirmou que “os laços judeus a Hebron são mais fortes que o vergonhoso voto na <span class="caps">UNESCO</span>”.<br /> <br /> <strong>Uma cidade em permanente conflito</strong><br /> <br /> Hebron tem uma população de cerca de <strong>200.000 palestinianos</strong> e algumas centenas de colonos israelitas, instalados num enclave protegido por tropas de Israel e parcialmente inacessível aos palestinianos, perto do local sagrado que os judeus designam como Túmulo dos Patriarcas e os muçulmanos Mesquita de Ibrahim.</p> <p>No local estão os túmulos de <strong>Abraão</strong>, pai das três religiões monoteístas, do filho Isaac e do neto Jacob, e das respetivas mulheres, Sara, Rebeca e Léa.</p> <p>Em meio século de ocupação israelita, Hebron tornou-se um local de <strong>conflito permanente</strong>.</p> <p>Atualmente, as lojas do mercado da cidade velha estão em grande parte <strong>vazias</strong> e as que não estão foram revestidas com <strong>redes de proteção</strong> segundo os comerciantes, dos <strong>ataques</strong> dos colonos.</p>