Última hora

Última hora

Colombiano vence a mais dura etapa do tour

colombiano Rigoberto Urán vence 'milimetricamente' a dura nona etapa da 104.ª Volta a França em bicicleta

Em leitura:

Colombiano vence a mais dura etapa do tour

Tamanho do texto Aa Aa

O colombiano Rigoberto Urán (Cannondale-Drapac) venceu hoje ‘milimetricamente’ a duríssima nona etapa da 104.ª Volta a França em bicicleta, marcada pelas desistências de Richie Porte (BMC) e Geraint Thomas, companheiro de equipa do reforçado líder Chris Froome (Sky).

O colombiano, de 30 anos, cortou a meta em 5:07.22 horas, depois de uma chegada ao ‘sprint’ do grupo da frente, um sexteto, com a organização a ter de recorrer ao ‘photo finish’ para estabelecer a vitória, por milímetros, em relação ao francês Warren Barquil (Sunweb).

Chris Froome foi o terceiro e, beneficiando da bonificação, reforçou a liderança, contando agora 18 segundos de avanço sobre o italiano Fabio Aru (Astana), que também chegou com os da frente, tal como o francês Romain Bardet (AG2R La Mondiale) e o dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana).

Além da dureza e das inúmeras movimentações, a tirada ficou marcada, pela negativa, pelas desistências de Geraint Thomas (Sky), quer era o segundo classificado e tinha liderado do primeiro ao quarto dia, e do australiano Richie Porte (BMC), numa queda aparatosa durante a descida final, que o obrigou a ser transportado de ambulância para o hospital.

Nairo Quintana (Movistar), Daniel Martin (Quick-Step Floors), que caiu ao ser ‘apanhado’ por Porte mas conseguiu recuperar, e Alberto Contador (Trek-Segafredo) perderam tempo para o topo, com o espanhol a ser particularmente penalizado.

O ‘pistolero’, que no sábado tinha classificado o dia de hoje como “o mais difícil”, não aguentou os ataques de Aru e Froome, perdendo 4.19 minutos para o líder.

Num dia duro, com uma ‘trilogia’ de subidas de categoria especial, as mais complicadas, os favoritos juntaram-se e cumpriram os 181,5 quilómetros a um ritmo alto, com Warren Barguil na frente desde o meio da tirada, inicialmente integrado num grupo de 12 fugitivos.

A corrida ‘aqueceu’ na parte derradeira da subida final, com um ataque de Aru, imediatamente após Froome levantar o braço a sinalizar problemas na bicicleta. O italiano não teve, porém, a ajuda dos outros elementos do grupo da frente, que se limitaram a segui-lo, e o britânico, com a ajuda de três companheiros de equipa, conseguiu recolar.

Ao reentrar no grupo, a 32 quilómetros da meta, Froome parece dar um ‘encontrão’ a Aru, embora tenha dito, no final, que “não foi intencional”, agradecendo “aos restantes favoritos por terem esperado”.

Já depois do abandono de Porte, o francês Romain Bardet (AG2r La Mondiale) atacou a 12 quilómetros do fim, mas os intentos do gaulês saíram furados a 2.200 metros da meta, quando foi apanhado pelo grupo dos favoritos.

No final da etapa, em que se tornou o novo líder da montanha, Barquil pensava ter conquistado o triunfo, tendo mesmo festejado, mas o ‘photo finish’ atribuiu a vitória ao colombiano, minutos depois, com Urán a admitir que estava “convencido de que tinha sido o Warren a ganhar”.

Depois de um dia tumultuoso para o ‘top 10’, Aru é o novo segundo classificado, a 18 segundos de Froome, com Bardet em terceiro, a 51, e o vencedor da tirada em quarto a 55. Fuglsang subiu, por seu lado, de 15.º para quinto.

Tiago Machado (Katusha Alpecin), o único português em prova, terminou um dia em que passou por dificuldades em 90.º lugar, a 13.12 minutos de Urán, subindo uma posição na geral, para 58.º, a 47.32 minutos de Froome.

“Todos temos as nossas oportunidades, mas hoje as minhas pernas simplesmente não podiam mais. A dureza do percurso, as quedas, foram gastando o que restava de energia”, disse o ciclista, de 31 anos, através da rede social Facebook.

Na segunda-feira, os ciclistas gozam um dia de descanso, antes de regressarem à estrada na terça-feira, na ligação de 178 quilómetros entre Périgueux e Bergerac, de traçado plano que deverá favorecer os ‘sprinters’ ainda em prova.

(LUSA)