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Primeiro-ministro em Mossul para celebrar vitória sobre jiadistas


Iraque

Primeiro-ministro em Mossul para celebrar vitória sobre jiadistas

Com Reuters

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, deslocou-se a Mossul para agradecer ao exército Federal o que definiu como a vitória sobre os jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh (sigla em língua árabe), oito meses depois do início de uma operação que deverá ter posto termo a três anos de ocupação da segunda maior cidade do país.

Uma vitória dolorosa, já que grande parte de Mossul se encontra agora em ruínas e que milhares de habitantes morreram durante a ocupação e por causa dos confrontos entre o Daesh e o exército iraquiano.

Calcula-se que cerca de um milhão de pessoas tenham sido obrigadas a deixar a cidade de Mossul por causa do conflito.

Jiadistas prometeram “lutar até à morte

Os militantes extremistas do Daesh prometeram não desistir e disseram que tinham a intenção de “lutar até à morte”.

Segundo declarações de um porta-voz do exército iraquiano à televisão pública nacional, cerca de 30 jiadistas teriam sido mortos enquanto tentavam fugir pelo Rio Tigre.

A mesma fonte disse ainda que, no que foi definido como “um ato de desespero”, os militantes enviaram para as zonas onde se encontravam civis um grupo de mulheres que transportavam bombas, com a intenção de gerar o terror.




Dura batalha para o exército iraquiano

A batalha por Mossul deixou marcas no exército de Bagdade. Embora as autoridades não revelem dados relativamente às baixas no terreno, Washington disse que Unidade de Combate ao Terrorismo perdas na ordem dos 40%.

O departamento de Defesa dos Estados Unidos pediu mais de mil milhões de euros em fundos para continuar a apoiar as forças iraquianas durante o próximo ano de 2018.

Daesh reduzido a áreas rurais do Levante

Sem o controlo de Mossul, os jiadistas do Daesh ficam reduzidos a áreas predominantemente rurais e quase desertas a sul e a este da cidade.

Foi há cerca de três anos que os jiadistas do Estado Islâmico, liderados por Abubacar al-Baghdadi, proclamaram o que definiram como um califado em parte dos territórios sírio e iraquiano.

Agora, as Nações Unidas estimam que serão necessários quase mil milhões de euros apenas para recuperar as infraestruturas básicas de Mossul.