FMI em Maputo para debater resultados do relatório Kroll

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De  Antonio Oliveira E Silva
FMI em Maputo para debater resultados do relatório Kroll

<p><strong>Com Lusa e O País</strong></p> <p>Uma missão do <strong>Fundo Monetário Internacional</strong> deverá permanecer em Moçambique durante pouco mais de uma semana para analisar o caso das <strong>dívidas ocultas</strong>, que lançou <strong>Moçambique</strong> numa <strong>crise económica</strong> e financeira <strong>sem precedentes</strong> nas últimas décadas.</p> <p>Foi em <strong>abril de 2016</strong> que rebentou o caso das <strong>dívidas ocultas</strong>, quando foi descoberta uma série de empréstimos a várias empresas públicas no valor de quase <strong>2 mil milhões de euros</strong>.</p> <p>O empréstimos, levados a cabo entre <strong>2013 e 2014</strong>, foram feitos à revelia do <strong>parlamento moçambicano</strong> e ignorando as diretrizes dos parceiros internacionais, tendo beneficiado e as empresas controladas pelos <strong>Serviços de Informações e Segurança do Estado</strong> (<span class="caps">SISE</span>). <br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="pt" dir="ltr">Uma missão do <span class="caps">FMI</span> está em Maputo para discutir os resultados da auditoria às dívidas ocultas elaborado pela Kroll. <a href="https://t.co/3iZDFo7JSF">https://t.co/3iZDFo7JSF</a></p>— O País Online (@opaisonline) <a href="https://twitter.com/opaisonline/status/884368042259611648">10 de julho de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> <br /> Se a dívida de cerca de <strong>556 milhões de euros</strong> da Ematum era conhecida, as dívidas de <strong>545 milhões</strong> da Proindicus e os mais de <strong>470 da <span class="caps">MAM</span></strong> não o eram.</p> <p>Depois da pressão do <span class="caps">FMI</span>, o Executivo moçambicano prometeu mais <strong>transparência</strong>. Os parceiros decidiram que o Orçamento de Estado moçambicano apenas poderia voltar a beneficiar das ajudas depois feita uma auditoria independente ao caso.<br /> <br /> <strong>Relatório Kroll aponta falta de transparência</strong><br /> <br /> Agora, o Fundo Monetário Internacional diz que, depois de uma auditoria sobre o assunto, existem ainda <strong>importantes lacunas</strong> em termos de dados, especialmente no que diz respeito ao uso dado aos <strong>empréstimos</strong>.</p> <p>A consultora <strong>Kroll</strong>, responsável pelo relatório, cujo sumário foi dado a conhecer em junho, queixou-se de <strong>falta de colaboração dos responsáveis</strong> quando foi necessário fornecer <strong>informação</strong> sobre o destino dos fundos.</p> <p>No relatório, há acusações de <strong>má gestão</strong> e de <strong>violação das leis nacionais</strong>, ainda que não tenham sido dados a conhecer nomes dos responsáveis. </p> <p>O estudo define ainda os <strong>planos de negócio das empresas</strong> em causa como desastrosos e irrealistas.<br /> <br /> <strong>Uma missão para discutir o que pode ser feito</strong><br /> <br /> </p> <p>A missão do <strong><span class="caps">FMI</span></strong> tem como objetivo a discussão dos resultados do relatório Kroll, assim como a po ssibilidade de trabalhar com as autoridades moçambicanas a melhoria da gestõ dos recursos públicos. </p> <p>O Fundo deverá também reavaliar a <strong>situação macroeconómica</strong> e discutir as prioridades para o Orçamento de Estado do próximo ano.</p> <p>A inflação moçambicana subiu*25%* em <strong>2016</strong>, agravando a vida dos cidadõs de um dos países mais pobres do mundo.</p>