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Cortiça está bem e recomenda-se


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Cortiça está bem e recomenda-se

Manda a tradição que a cortiça faça parte do dia-a-dia dos portugueses mas a tradição por si só teria sido manifestamente insuficiente para manter viva a indústria. O início do século ficou marcado por uma forte crise no setor, com os grandes produtores de vinho mundiais a piscarem o olho a alternativas de plástico ou alumínio.

O namoro não deu em nada e hoje em dia a indústria corticeira em Portugal está mais forte que nunca. Depois de um investimento superior a 700 milhões de euros em novo equipamento, tecnologia e investigação, os resultados estão à vista.

Sessenta e três por cento da cortiça exportada a nível mundial tem origem portuguesa e o aumento na produção de rolhas, que atingem os três quartos da produção total, é duas vezes superior ao aumento da produção de vinho. Números que impressionam ainda mais se tivermos em conta que a quantidade de vinho engarrafado até tem vindo a diminuir.

A crise já pertence a um passado distante, valeu a pena apostar na qualidade.