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Câmara dos Representantes aprova novas sanções contra a Rússia

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De  Pedro Sacadura  com REUTERS
Câmara dos Representantes aprova novas sanções contra a Rússia

<p>O clima de entendimento reinou na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que aprovou, com 419 votos a favor e três contra, o projeto de lei que prevê novas sanções contra a Rússia, mas também contempla o Irão e a Coreia do Norte.</p> <p>A proposta terá agora de obter a “luz verde” no Senado antes de seguir para a Casa Branca para a promulgação ou veto.</p> <p>“Estes três regimes ameaçam os interesses vitais dos Estados Unidos em diferentes partes do mundo e estão a destabilizar os respetivos vizinhos. Já passou da hora de respondermos com firmeza”, sublinhou, esta terça-feira, o republicano Ed Royce, presidente da comissão de Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">Chairman <a href="https://twitter.com/RepEdRoyce"><code>RepEdRoyce</a>: It’s time to hold North Korea, Russia, and Iran accountable <a href="https://t.co/xnD4iGjgei">https://t.co/xnD4iGjgei</a> <a href="https://t.co/C4p7yUCx4m">pic.twitter.com/C4p7yUCx4m</a></p>— Foreign Affairs Cmte (</code>HouseForeign) <a href="https://twitter.com/HouseForeign/status/889888845759746048">July 25, 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Na prática, as sanções pretendem ser uma resposta contundente à alegada ingerência de Moscovo nas eleições presidenciais do ano passado nos Estados Unidos.</p> <p>“Estas sanções são um sinal claro de que os Estados Unidos irão responsabilizar o Presidente Vladimir Putin e os parceiros próximos pelas respetivas ações. São também uma declaração de que o Congresso pode e irá agir mesmo quando o Presidente Donald Trump se recusar fazê-lo”, disse o congressista democrata do Texas Joaquín Castro.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">Today the House passed legislation that expands and strengthens sanctions on Russia. I spoke on the floor about why I supported the measure: <a href="https://t.co/JiuXQm0t4Y">pic.twitter.com/JiuXQm0t4Y</a></p>— Joaquin Castro (@JoaquinCastrotx) <a href="https://twitter.com/JoaquinCastrotx/status/889994556707667969">July 25, 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Outro dos motivos elencados para as sanções está relacionado com a anexação da Crimeia e as ingerências russas na Ucrânia.</p> <p>Condicionado pelo acordo entre republicanos e democratas em relação a Moscovo, apesar das objeções Donald Trump apoia a lei para aumentar sanções contra a Rússia, de acordo com a Casa Branca, e deverá assiná-la.</p> <p>No domingo, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, revelou, em entrevista ao canal <span class="caps">ABC</span> News, que a administração “apoia [uma postura] dura contra a Rússia.” O novo diretor de comunicações da Casa Branca, Anthony Scaramucci, referia, por outro lado, que Trump – que se diz vítima de uma “caça às bruxas” contra si e a sua equipa por eventuais ligações com a Rússia – ainda “não se tinha decidido” sobre o apoio ao projeto de lei.</p> <p>O jornal “The New York Times” referiu que o Congresso, de maioria republicana, “algemou” o presidente, deixando-o sem grande margem de manobra para mexer nas sanções. Quer vete o diploma, com as alegações que daí possam advir relacionadas com Vladimir Putin e a Rússia, quer o deixe passar, Trump está limitado.</p>