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Londres pesa prós e contras de trabalhadores da UE antes do "Brexit"

Governo britânico vai lançar uma consulta nacional para avaliar o impacto económico da imigração europeia.

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Londres pesa prós e contras de trabalhadores da UE antes do "Brexit"

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O governo britânico vai lançar uma consulta a nível nacional para avaliar o impacto económico da imigração europeia no país, num momento em que o tema bloqueia o avanço das negociações do ‘Brexit’.

O resultado do estudo, anunciado pela ministra do Interior, só deverá, no entanto, ser conhecido na reta final das discussões, em Setembro do próximo ano.

Londres quer assim pesar os custos e benefícios dos trabalhadores comunitários, quando tinha já afirmado que o “Brexit” seria uma oportunidade para reduzir o fluxo migratório para 100 mil pessoas por ano, contra mais de 249 mil só no ano passado.

Segundo a ministra do Interior britânica, Amber Rudd:

“Vamos organizar uma verdadeira consulta ao nível nacional de forma a ter em atenção as diversas regiões e garantir que, ao final, a nova política não vai deixar ninguém de fora”.

Rudd garante que a nova política migratória não vai representar uma “rotura total”, sugerindo a possibilidade de um período de transição após a saída da União Europeia, uma forma de sossegar as inquietações de Bruxelas.

Para Sunder Katwala, diretor do grupo de reflexão “British Future”:

“O referendo foi uma moção de censura a várias coisas, incluindo a União Europeia, mas também à forma como os governos geriram a imigração. Alguém, como eu, que pensa que a imigração tem vantagens culturais e económicas para o Reino Unido, tem que garantir a confiança política e da opinião pública para poder continuar a avançar e aplicar mudanças à liberdade de circulação”.

O comité responsável pela consulta vai, entre outros temas, analisar quais são os setores da economia mais dependentes da imigração.

Em paralelo, o secretário de estado da imigração, Brandon Lewis, garantiu que a liberdade de circulação dos trabalhadores europeus terminará com o “Brexit”.

Um novo projeto de lei sobre o tema deverá ser apresentado no próximo ano de forma entrar em vigor no início de 2019, altura em que deverá ser consumado o divórcio com Bruxelas.