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Brasil com perfil sangrento na morte de "defensores da terra"

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De  Euronews
Brasil com perfil sangrento na morte de "defensores da terra"

<p>O Brasil foi, em 2016, o país onde morreram mais ativistas que lutam pela terra ou pelos direitos humanos. </p> <p>Dos 200 assassinatos de ativistas registados em todo o mundo pela Global Witness, 49, aconteceram em território brasileiro. Destes, nove em cada 10 foram registados no Amazonas, uma região que inclui oito estados e onde vivem cerca de 24 milhões de pessoas.</p> <p>Os dados surgem no <a href="https://www.globalwitness.org/documents/19122/Defenders_of_the_earth_report.pdf" title="PDF">relatório da Global Witness de todos os assassinatos de ativistas</a> que lutam por terra ou pelos direitos humanos em todo o mundo, o qual sublinha a ocorrência de pelo menos quatro crimes deste género a cada semana do ano passado.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">The world is more dangerous than ever for <a href="https://twitter.com/hashtag/EnvironmentDefenders?src=hash">#EnvironmentDefenders</a> protecting our planet – new report: <a href="https://t.co/GV6NT7aGQK">https://t.co/GV6NT7aGQK</a> <a href="https://t.co/RHECXNbIbN">pic.twitter.com/RHECXNbIbN</a></p>— Global Witness (@Global_Witness) <a href="https://twitter.com/Global_Witness/status/885463131450945536">13 de julho de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p></p> <p>A indústria da madeira estará na origem da maioria (16) dos assassinatos de ativistas no Brasil e está a ganhar terreno neste tipo de crime para conseguir os seus intentos. Mas a resistência à exploração mineira e petrolífera continua a ser o principal motivo da morte de ativistas, sendo associada a pelo menos 33 assassinatos em 2016.</p> <p><div style="float: none; clear: both; width: 100%; position: relative; padding-bottom: 56.25%; padding-top: 25px; height: 0;"><br /> <iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" src="https://www.youtube.com/embed/lfFgA87P-qU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br /> </div></p></p> <p>Cerca de 40 por cento das vítimas são indígenas, um dos grupos mais vulneráveis entre os ativistas apelidados pela <span class="caps">ONG</span> como “defensores da terra.”</p> <p>A América Latina foi palco de pelo menos 60 por cento dos assassinatos de ativistas, com a Nicarágua a revelar-se “per capita” o país mais perigoso para ativistas. Honduras mantém o estatuto de país mais perigoso “per capita” da última década.</p> <p><div style="float: none; clear: both; width: 100%; position: relative; padding-bottom: 56.25%; padding-top: 25px; height: 0;"><br /> <iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" src="https://www.youtube.com/embed/fHGQ9pM7QSU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br /> </div></p></p>