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Brasil com perfil sangrento na morte de "defensores da terra"


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Brasil com perfil sangrento na morte de "defensores da terra"

O Brasil foi, em 2016, o país onde morreram mais ativistas que lutam pela terra ou pelos direitos humanos.

Dos 200 assassinatos de ativistas registados em todo o mundo pela Global Witness, 49, aconteceram em território brasileiro. Destes, nove em cada 10 foram registados no Amazonas, uma região que inclui oito estados e onde vivem cerca de 24 milhões de pessoas.

Os dados surgem no relatório da Global Witness de todos os assassinatos de ativistas que lutam por terra ou pelos direitos humanos em todo o mundo, o qual sublinha a ocorrência de pelo menos quatro crimes deste género a cada semana do ano passado.


A indústria da madeira estará na origem da maioria (16) dos assassinatos de ativistas no Brasil e está a ganhar terreno neste tipo de crime para conseguir os seus intentos. Mas a resistência à exploração mineira e petrolífera continua a ser o principal motivo da morte de ativistas, sendo associada a pelo menos 33 assassinatos em 2016.



Cerca de 40 por cento das vítimas são indígenas, um dos grupos mais vulneráveis entre os ativistas apelidados pela ONG como “defensores da terra.”

A América Latina foi palco de pelo menos 60 por cento dos assassinatos de ativistas, com a Nicarágua a revelar-se “per capita” o país mais perigoso para ativistas. Honduras mantém o estatuto de país mais perigoso “per capita” da última década.