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Militares chegam ao Rio para combater crime organizado

Capital fluminense conta com 8.500 efetivos, que se juntam a agentes municipais, estaduais e federais.

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Militares chegam ao Rio para combater crime organizado

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Com Agência Brasil

Chegaram esta sexta-feira à Região Metropolitana do Rio de Janeiro cerca de 8.500 militares, agora operacionais nas ruas da região, onde vivem mais de 12 milhões de pessoas.

A medida foi anunciada pelo ministro brasileiro da Defesa, Raul Jungman, no quadro da chamada Operação Segurança e Paz, que deverá permanecer em vigor até ao fim do próximo ano.

​Foi na sexta-feira que o presidente brasileiro, Michel Temer, assinou o decreto que autoriza a utilização de efetivos das Forças Armadas no estado fluminense. Se a operação em causa tem validade legal até dia 31 de dezembro, o plano dever​á ser implementado de forma regular até ao fim de 2018.




​O objetivo da operação é o​ combate a diferentes vertentes do crime organizado: a venda de droga, o tráfico de armas, ​o ​tráfico de Seres Humanos e ​os chamados ​crimes de colarinho branco.​ As autoridades brasileiras esperam atingir ​o que definem como ​*“​cadeias de comando​”*​ e destruir a capacidade operacional deste tipo de grupos.

Um total de mais de 10 mil elementos na operação

Os militares atuam na Região Metropolitana do Rio ​em conjunto com mais agentes da segurança pública federal, estadual e municipal, num plano que inclui mais de 10 mil elementos.

Segundo a Agência Brasil, ​um batalhão de Infantaria Paraquedista montou, este fim de semana, um posto de fiscalização de veículos em duas das vias de circulação mais importantes da região.




Raul Jungman informou que, para além da cooperação entre agentes de segurança de diferentes níveis, existem ainda os chamados “elementos surpresa”, um dos eixos da operação levada a cabo pelo ministério da Defesa e que prevê rusgas em diferentes locais considerados como pontos centrais, por exemplo, do tráfico de drogas:

“O cardápio é toda e qualquer ação que seja necessária para golpear e tirar a capacidade do tráfico”, disse o ministro Jungman.

O ministro da Defesa brasileiro disse ainda que, durante o período de atuação das Forças Armadas, na capital fluminense, deverão ser levados a cabo trabalhos de assistência social nas comunidades em parceria com o ministério do Desenvolvimento Social.