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Espanha anuncia fecho da central nuclear de Garoña

Era a central nuclear mais antiga do país, tem apenas um reator e a sua perda terá um escasso impacto na rede elétrica espanhola, mas afeta 400 postos de trabalho.

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Espanha anuncia fecho da central nuclear de Garoña

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O Governo espanhol decidiu fechar a central nuclear de Santa Maria Garoña, no município de Burgos. A mais antiga do país, não estava a funcionar há cerca de cinco anos.

A Ordem Ministerial onde será negado o pedido de renovação da autorização de funcionamento da central será assinada “imediatamente”, explicou esta gterça-feira o ministro da Energia, Álvaro Nadal.

O executivo de Madrid tomou esta decisão devido ao impacto escasso desta central no sistema elétrico espanhol e também porque não existem certezas políticas nem económicas que garantam a amortização dos investimentos necessários, devido à oposição da maioria dos grupos parlamentares.


O responsável governamental deixou claro que a decisão tomada não pode ser extrapolada para o resto das centrais nucleares espanholas, avança a agência Efe.

O ministro da Energia recordou que se trata de uma central nuclear antiga — de primeira geração -, não havendo já muitas deste tipo na Europa, com pouca influência no sistema elétrico espanhol, pelo qual o seu encerramento terá um impacto “nulo” no setor e no preço da eletricidade.

A central de Garoña está parada desde 2012 por decisão das empresas proprietárias, Endesa e Iberdrola, que evitaram assim o pagamento de um imposto sobre a energia nuclear.

Álvaro Nadal lamentou que não tenha havido um “debate sossegado” sobre o futuro de Garoña e sublinhou que qualquer central nuclear “necessita estabilidade económica e também política e social” para poder amortizar os investimentos que é necessário realizar.


O Conselho de Segurança Nuclear espanhol aprovou em fevereiro último um parecer favorável à reabertura da central, com uma série de condições, cabendo ao executivo tomar a decisão final.

Os representantes dos trabalhadores da central de Garoña já manifestaram a sua grande preocupação quanto ao futuro dos cerca de 400 postos de trabalho direto e indireto que a unidade garante.

Texto: Lusa FPB
Edição: Lusa