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Jornada decisiva contra a Assembleia Constituinte


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Jornada decisiva contra a Assembleia Constituinte

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, quer “paz, tranquilidade e todo o protocolo necessário” na sessão inaugural da Assembleia Constituinte, prevista para esta sexta-feira.

A oposição promete, no entanto, denunciar fraude e fazer-se notar com protestos. A pressão internacional é para os opositores um estímulo para prosseguir com a luta.

“Aqui há um povo de pé em nome da rebelião cívica. Hoje temos finalmente o mundo inteiro a dizer que existe uma ditadura na Venezuela e que tem de acabar. Conseguimos o que procurámos durante anos: a fratura interna dos apoiantes de Chávez”, disse María Corina Machado, líder do partido Vente Venezuela.

As vozes em nome da repetição do escrutínio multiplicam-se. A empresa responsável pela contagem dos votos de domingo passado denunciou que os dados da participação na eleição foram “manipulados.”

“Se a oposição se senta com o Conselho Nacional Eleitoral e se põem rigorosamente de acordo em restaurar todas as fases do processo que foram levantadas para uma Assembleia Nacional Constituinte fraudulenta e que se celebrou de maneira apressada, então vamos ter os Governadores que o povo eleger”, lembra Gabriela del Mar Ramírez, antiga Defensora do Povo.

Eduardo Salazar Uribe, Euronews – “Entre diversas denúncias feitas contra o Conselho Nacional Eleitoral por alegada fraude, espera-se que esta sexta-feira seja instalada a nova Assembleia Nacional Constituinte. É por essa razão que a oposição venezuelana convocou uma grande mobilização na cidade de Caracas, que chegue até à sede do Palácio Legislativo Federal para deixar clara a rejeição. No entanto, a sede do Parlamento já se encontra militarizada por ordem do Presidente, Nicolás Maduro.”