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ONU aprova sanções mais duras contra regime de Kim Jong-un


Coreia do Norte

ONU aprova sanções mais duras contra regime de Kim Jong-un

Era a resposta que faltava aos testes de mísseis realizados pela Coreia do Norte a 4 e 28 de julho. O Conselho de Segurança da ONU aprovou este sábado, por unanimidade, uma resolução para agravar as sanções contra Pyongyang.

A iniciativa proposta pelos Estados Unidos conseguiu o apoio da Rússia e da China, o principal aliado do regime de Kim Jong-un, que deixou, no entanto, uma ressalva.

“A deslocação do sistema antimíssil norte-americano THAAD para a Coreia do Sul não trará uma solução para o problema dos testes nucleares e para o lançamento de mísseis pela República Popular Democrática da Coreia. Na prática, o que fará é enfraquecer o equilíbrio estratégico da região e isso é prejudicial para o interesse de segurança estratégica dos países regionais, incluindo a China”, disse o embaixador da China na ONU, Liu Jieyi.

O regime de Pyongyang é acusado pelas Nações Unidas de “desvio massivo de escassos recursos” para desenvolver “armas nucleares e programas de mísseis balísticos.”

“O que se segue está completamente dependente da Coreia do Norte. Espero que respondam parando a atividade nuclear irresponsável, usando os rendimentos para dar de comer ao povo em vez de se envolverem em programas nucleares imprudentes. A bola está agora no campo da Coreia do Norte”, disse a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley.


Na prática, prevê-se que as novas e duras sanções reduzam em mil, os três mil milhões dólares anuais que a Coreia do Norte arrecada em receitas resultantes das exportações.

Estão banidas as exportações de carvão, ferro, minério de ferro, chumbo, minério de chumbo e frutos do mar oriundas do país.

A resolução, aprovada este sábado, também proíbe aos países aumentar a contratação de trabalhadores norte-coreanos e de empreender novas alianças empresariais.