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ONU denuncia mortes e violações de direitos humanos


Venezuela

ONU denuncia mortes e violações de direitos humanos

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos acusa as forças de segurança venezuelanas de “maltratar” e “torturar” manifestantes e detidos de forma “generalizada e sistemática.”


A estas acusações somam-se as de responsabilidade do regime pela morte de 46 manifestantes e pelas mais de 5 mil detenções arbitrárias desde abril. Outras 27 mortes – de um total de 124 mortes investigadas – foram atribuídas a grupos armados conotados com o Governo de Nicolás Maduro conhecidos como “coletivos”. O apuramento da responsabilidade pelas restantes mortes ainda não está claro.

Choques elétricos e recurso a gases tóxicos figuram entre os métodos de tortura alegadamente usados, aos quais se somam ameaças de violência física e sexual contra familiares dos detidos. As conclusões, conhecidas esta terça-feira, constam de um relatório preliminar apresentado.

Em conferência de imprensa em Genebra, na Suíça, a porta-voz das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, precisou detalhes: “O alto-comissário diz que estas violações ocorreram no contexto de uma degradação do Estado de Direito na Venezuela com ataques constantes do Governo contra a Assembleia Nacional e o gabinete do procurador-geral. A responsabilidade das violações dos direitos humanos que estamos a relatar recai ao mais alto nível do Governo. O alto-comissário insta as autoridades a pararem imediatamente de usar força excessiva contra os manifestantes, a terminarem com as detenções arbitrárias e a libertarem os que foram detidos arbitrariamente.”


À falta de uma resposta das autoridades venezuelanas a um pedido de entrada de uma equipa na Venezuela, a ONU acabou por realizar a investigação à distância e no Panamá

As 135 entrevistas realizadas com vítimas, familiares, organizações da sociedade civil, médicos, juristas e jornalistas foram vitais para as conclusões extraídas.